Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 29-06-2009

SECÇÃO: Opinião

Um olhar à distância

foto
É Tempo…

Como qualquer cabeceirense que se preze de o ser, eu gosto muito da minha terra !
Nasci e cresci numa das aldeias serranas, ou ‘dos cabeços’ (como é costume designarmos as nossas aldeias situadas em altitude considerável), já em plena Serra da Cabreira, e quando penso na minha terra penso nas suas riquezas naturais, nas suas paisagens, nas suas histórias e costumes, nos seus vestígios arqueológicos, nas suas tradições e nas suas gentes.
A Serra da Cabreira é por exemplo rica em miradouros naturais, porventura pouco conhecidos , a não ser pelos locais , e que seria muito interessante serem objecto de estudo e inventariação, no sentido de serem divulgados na vertente do turismo local e de paisagem.
Foi portanto, numa aldeia serrana muito pequenina que eu nasci, chamada Toninha, uma aldeia pequenina e humilde, mas também ela rica na sua história. Existem por exemplo vestígios arqueológicos, que mais uma vez mereciam ser estudados e devidamente identificados, que se encontram não na Toninha actual mas na ‘aldeia velha de Toninha ou da Baldeira’, aldeia essa, que segundo a lenda que passou de geração em geração, terá desaparecido em consequência de uma peste que dizimou todos os seus habitantes. Também a actual aldeia de Toninha teve ao longo dos tempos, sobretudo no fim do século XIX e parte do século XX, figuras e acontecimentos que foram muito importantes à época, e que em futuras crónicas irei abordar e dar a conhecer.
É importante valorizar a nossa memória colectiva, conhecer as histórias da nossa terra, porque ao conhecer o passado, ao estudá-lo e ao divulgá-lo teremos uma base excelente para construirmos o futuro.
Saí da minha aldeia já fez 40 anos mas sempre fui um apaixonado pela minha terra e pelas nossas gentes, por isso, e porque o nosso jornal ‘Ecos de Basto’ me permitiu amávelmente iniciar aqui a minha colaboração, tentarei modestamente em futuras crónicas dar a conhecer o meu pensamento e o meu olhar para a Cabeceiras do passado (pois temos muito de que nos orgulhar), a Cabeceiras do presente, o seu desenvolvimento actual (desenvolvimento que está bem patente e visível e só não vê quem não quer, porque o seu olhar é turvo por razões políticas ou outras), mas, é sobretudo para a Cabeceiras do futuro, para o futuro das suas gentes que eu pretendo olhar e contribuir.
É tempo de dificuldades, todos sabemos, mas este tem também de ser um tempo de desafios, um tempo de acção. Pretendo contribuir com tudo o que me for possível junto da nossa comunidade em França e noutras paragens, desenvolvendo acções que possam dinamizar, aglutinar, criar novas vontades e sinergias, que possam levar mais investimento e um maior progresso à nossa terra… é tempo de construir o futuro !

Anselmo Fechas

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.