Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-05-2009

SECÇÃO: A Minha Rua Tem Nome

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A MINHA RUA TEM NOME...

RUA PROFESSOR EMÍDIO GUERREIRO (1899-2005)

Inicia na Avenida Cardeal António Ribeiro, (rotunda dos Combatentes), faz entroncamento com a Rua 25 de Abril, confina do seu lado direito com a Praça Arcipreste Francisco Almeida Barreto e termina na Rua da Fonte de S. João.

Emídio Guerreiro, Professor, Matemático e Político, nasceu em Guimarães em 6 de Setembro de 1899 e faleceu na mesma cidade aos 105 anos de idade, no dia 29 de Junho de 2005. Mas, como o próprio muitas vezes afirmou, a sua “terra natal” era Cabeceiras de Basto, mais precisamente, o lugar de Baloutas, da freguesia de Painzela, terra natal do seu progenitor, um militar de carreira de ideais republicanos que desde logo legou ao filho e que este desde muito cedo assimilou e teve como seus ao longo da uma vida que atravessou três séculos! Assistiu à implantação da República, viu nascer e morrer a ditadura de que foi um dos mais destacados combatentes, participou ao lado dos republicanos, contra Franco, na guerra civil espanhola, atravessou duas guerras mundiais e participou activamente na construção do regime democrático português.
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Em 1932, pelo teor de um manifesto em que se insurgia contra o Presidente da República, Óscar Carmona, foi preso e mandado para o Aljube, de onde conseguiu fugir iniciando um longo período de exílio, primeiro em Espanha, depois em França. Aí, alistou-se na Resistência Francesa, tendo combatido com os maquis contra as forças de ocupação nazis. Em 1967, juntamente com outros exilados portugueses, fundou na capital francesa a LUAR (Liga Unificada de Acção Revolucionária), com o objectivo de combater a ditadura e o regime salazarista.
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Com o 25 de Abril regressa a Portugal e adere logo em 1974 ao PPD – Partido Popular Democrático, de que foi Secretário-geral substituto, durante um curto período de ausência de Sá Carneiro. Nos finais de 1975 saiu do PPD em desacordo com o projecto político que aquele partido estava seguir e a partir de então abandonou a vida política activa. Em 1980, foi condecorado comendador da Ordem da Liberdade pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes. Em 1999, por altura do seu centenário, foi condecorado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Liberdade. Nos últimos anos de vida aproximou-se do Partido Socialista e de Cabeceiras de Basto, onde granjeou o carinho, a simpatia, a gratidão e reconhecimento das suas gentes e dos seus autarcas pela grandeza dos seus ideais democráticos e por uma longa vida em defesa dos direitos humanos e de luta pela Liberdade, prestando-lhe homenagem, com a atribuição da medalha de ouro do concelho e do seu topónimo a um dos principais arruamentos da vila de Cabeceiras de Basto.
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RUA DAS ALMAS

Inicia na Rua D. Nuno Álvares Pereira (junto ao tanque da Sobreira) e estende-se paralelamente a esta até à rampa que dá acesso à Freita a Alto do Monte.
Este topónimo tem por objectivo perpetuar o nome de um local onde existe umas “Alminhas” muito antigas, encrostadas numa casa que adoptou o mesmo nome. Valoriza-se deste modo um património artístico-religioso tão típico e diversificado da nossa região. As Almas, ou “alminhas”, como popularmente são designadas, são padrões de culto aos mortos, pequenos altares construídos nos mais diversos materiais que se erguem nos meios rurais (e não só…) em encruzilhadas de caminhos, em muros, cruzeiros e frontarias de casas, onde se pára um momento para deixar uma oração e se acende uma vela ou lamparina, ou se depositam flores e moedas em memória dos já falecidos.

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