Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 06-04-2009

SECÇÃO: Cultura

…UM COMPOSITOR

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Felix Mendelssohn Bartholdy

Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy, mais conhecido vulgarmente como Félix Mendelssohn, nasceu em Hamburgo, Alemanha a 3 de Fevereiro de 1809.
Era filho de um banqueiro, Abraham Mendelssohn e de Lea Salomon e neto do filósofo Moses Mendelssohn e pertencia a uma família de ricos banqueiros judeus, que mais tarde se converteu ao cristianismo. Além de piano e composição estudou literatura e arte em Berlim e depois em Paris.
Felix Mendelssohn cresceu num ambiente de brande furor intelectual. De facto as maiores intelectualidades alemãs eram visita lá de casa, incluindo Wilhelm von Humboldt e Alexander von Humboldt e a sua irmã casou com o grande matemático belga, Lejeune Dirichlet.
Em 1811 o seu pai renuncia a religião judaica e então parte com a família para Berlim. Aqui instalados os filhos recebem a melhor educação possível.
No meio social Felix Mendelssohn era considerado como uma criança prodígio. Começou as suas lições de piano com apenas seis anos na companhia de Marie Bigot e aos nove anos começou a dar concertos!
Em 1817 começou a estudar composição com Carl Friedrich Zelter. Aos treze anos escreveu o seu primeiro trabalho, um quarteto para piano. Mais tarde teve aulas de piano com o virtuoso pianista Ignaz Moscheles.
De 1826 a 1828 Felix Mendelssohn frequentou a Universidade de Berlim. Como aluno destacou-se em todas as disciplinas, excepto em matemática e física e falava vários idiomas. Além disso dominava na perfeição a técnica da pintura e aguarela e praticava equitação e natação. Também se constava que era um excelente dançarino.
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Mais tarde frequentou a Academia de Canto de Berlim, onde aprendeu a arte da instrumentação e da regência coral.
Felix Mendelssohn teve uma grande importância na recuperação da música editada anteriormente ao seu tempo. No dia 11 de Março de 1829 em Berlim ele próprio montou e dirigiu a grande obra barroca Paixão segundo São Mateus de J. S. Bach. Desde a morte do compositor e já fazia 79 anos que não se ouvia esta obra-prima! A partir de então voltou a ser incluída nos programas musicais, junto às demais obras do catálogo bachiano.
Na Inglaterra a sua reputação manteve-se elevada durante muito tempo. A rainha Victória demonstrou a o seu apreço mandando construir uma estátua de Mendelssohn no Crystal Palace.
Algumas das suas obras mais conhecidas são a suite Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa marcha nupcial), dois concertos para piano, o concerto de violino, cerca de 100 Lieder e os oratórios São Paulo e Elijah.
Mendelssohn faleceu a 4 de Novembro de 1847 em Leipzig devido a um enfarte do miocárdio. Julga-se que uma paixão não correspondia pela soprano Jenny Lind terá contribuído para esta morte tão prematura.

OBRAS-PRIMAS

Oratórios
1826 Te Deum
1827 Tu es Petrus Op. 111
1836 St. Paul for choir and orchestra
1846 Elijah for choir and orchestra

Quartetos para piano
1822 Piano Quartet nº 1 in C minor
1823 Piano Quartet nº 2 in F minor
1824 Piano Quartet nº 3 B minor

Concertos
1831 Piano Concerto nº 1 in G minor
1837 Piano Concerto nº 2 in D minor
1844 Violin Concert in E minor

Sinfonias
1824 Symphony nº 1 in C minor
1830 Symphony nº 5 in D major/D minor ("Reformation")
1840 Symphony nº 2 in B major ("Lobgesang")
1841-1842 Symphony nº 3 in A minor ("Scottish")

Obras para Orquestra

1826 A Midsummer Night's Overture in E major
1830 Hebrides Overture in B minor

……UMA MÚSICA

Foi muito fácil seleccionar uma música no vasto e profícuo reportório de Mendelssohn. A escolha cai naturalmente na suite Sonho de uma Noite de Verão.
De facto esta obra inclui a marcha nupcial, que serve de fundo musical a muitos casamentos católicos.
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A

DG – 4398972
(CD)

B

Opus Arte Blu-ray - OABD7003D
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(Blu-ray)

A versão A trata de uma gravação áudio em CD, de uma interpretação da orquestra sinfónica de Boston dirigida pelo maestro Seiji Ozawa. A não perder!
A versão B trata de uma versão vídeo em Blu-ray. Neste caso o leitor necessita obrigatoriamente de um leitor de vídeo Blu-ray e de uma televisão de alta-defenição (FHD). A imagem é simplesmente espantosa.
Os leitores de DVD convencionais não lêem o formato Blu-ray. No mercado existem modelos de leitores de Blu-ray acessíveis e têm a vantagem de lerem o formato DVD convencional.
Para quem não possuir esta tecnologia existe a mesma obra em vídeo no formato DVD.

Por: Maia Ramos

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