Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 23-02-2009

SECÇÃO: Informação

O carnaval saiu à rua

O Agrupamento de Escolas de Refojos voltou a estar de parabéns, neste ano lectivo, pelo seu testemunho no corso carnavalesco.
De uma forma especial através dos Jardins de Infância que o constituem e das EB1 que, conjuntamente com eles, aderiram ao projecto ambientalista “Eco-Escolas”.

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Tendo, estes Estabelecimentos de Ensino, como principal tema a Reciclagem, aceitaram a proposta do Museu Terras de Basto, para recriarem uma temática muito sugestiva na tradição tão rica do nosso Concelho sobre Trajes Tradicionais. Assim, apresentaram um trabalho de grande importância, criatividade e envolvimento com toda a comunidade educativa já que, neste âmbito, deram vida á temática “ Recriar a Tradição com…Imaginação” . Recorrendo à utilização de vários materiais de desperdício, como caricas, sacos do lixo, botões velhos, rolos de papel de cozinha e papel higiénico, copos de suissinhos, tampas de latas, jornais, caixas de ovos, sacos plásticos de entre muitos outros, tudo serviu para entusiasmar educativamente as crianças e famílias e, no meio desta aprendizagem e sabedoria, atrevíamo-nos a dizer que aqui começam a despertar novos “estilistas” ambientalistas.
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As crianças, cheias de graciosidade e muita alegria, desfilaram com os seus lindos trajes pelas principais ruas da vila Cabeceirense. Personificando as damas desse tempo, com as suas sombrinhas muito bem decoradas, colares de botões e caricas, rendas de papel e pochete no braço, adaptadas das caixas de ovos, faziam par com os devidos cavalheiro de chapéu e colete, corrente de relógio de bolso, feitas com os abre latas das latas de sumos, faziam um conjunto todo aperaltado! Reavivando a memória de quem assistiu, também as vestes do povo, e criados dessa época eram requintadas nos adereços. Chapéus feitos com jornais velhos, embelezados com caricas e tampas plásticas, aventais de sacas plásticas e folhinhos a rematar feitos de revistas velhas, completavam o conjunto que a todos fez admirar. Foi um recordar do séc. XIX, muito engalanado e sugestivo, apresentado ao público que assistiu ao desfile carnavalesco, onde a versatilidade de trajes outrora utilizados pelas diferentes classes sociais “ ricos e pobres” se fizeram ainda acompanhar pelos seus utensílios agrícolas, o que reforçou este testemunho de trabalho, empenho e dedicação profissional. De salientar que estas crianças voltaram a desfilar no dia 18 de Maio, na freguesia do Arco de Baúlhe, a convite do Museu que lá está sediado e com o objectivo de comemorarem o dia Internacional dos Museus.
A todos o nosso reconhecimento e, desde já a promessa de continuarmos a acompanhar este trabalho já que sabemos estarem outros temas também a serem dinamizados, como por exemplo: a água, resíduos, energia, alterações climáticas e biodiversidade e que, na altura devida, deles daremos testemunho.

Teresa Virgínia

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