Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 12-01-2009

SECÇÃO: Opinião

Notícias de Mondim

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COMO FOI E COMO É AGORA, A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE MONDIM DE BASTO

Decorria o ano de 1 962, quando trabalhei na estação dos CTT de Mondim de Basto, como “Carteiro Supranumerário”.
Nessa altura, trabalhavam naquela estação, três Operadores Principais e um Chefe de Estação, para além de dois “carteiros principais” e dois “carteiros supranumerários”.
Distribuíam-se diariamente, cerca de uma centena de cartas na vila e o correio das freguesias era transportado por mulheres assalariadas, que o transportavam até Ermêlo, Bilhó e Atei, a pé ou de “gerico” e atendia-se o telefone, até á meia-noite.
Os funcionários e os utentes, viviam num clima de solidariedade verdadeiramente familiar.
Porque toda a gente se conhecia, era mais fácil o entendimento e a colaboração para com os utentes mais pobres, quando era necessário efectuar o preenchimento de quaisquer documentos, que os operadores sempre disponíveis para ajudar, o faziam com a maior atenção.
O chefe da estação - Veladimiro Vieira da Silva - era uma espécie da “patriarca”, ajudando e colaborando para que todas as dificuldades dos que precisavam de ajuda, tivessem a solução mais adequada.
Esta, era a “Estação dos Correios” dos anos sessenta.
Hoje, tudo é diferente! Tudo é moderno! É o tempo da globalização e da informática!
Os quatro “Operadores Principais” de há 46 anos, foram substituídos por apenas um, que tem a missão de chefiar a estação, atender o público, o telefone, fazer registos e encomendas e imagine-se: vender colecções de selos, livros, canetas e esferográficas, efectuar e aceitar depósitos como na banca, fazer seguros, receber cobranças da luz, água, telefone, contribuições de IRS e IRC, etc., etc.!
Actualmente, na estação dos CTT de Mondim de Basto e que tenhamos conhecimento, apenas não vimos ainda vender, kilos de arroz, mas não me admirarei se qualquer dia isso vier a acontecer.
E para terminar, sempre digo, que alguma coisa melhorou; os quatro carteiros em serviço, distribuem hoje, algumas centenas de cartas pelo concelho e fazem-no, a pé e ou transportados de motorizada ou numa viatura automóvel dos CTT.
Piorou apenas, o volume bastante grande do serviço ao balcão, com bichas por vezes enormes no atendimento, com óbvio prejuízo para os utentes.
Seria óptimo, que os responsáveis dos CTT, se debruçassem sobre este problema e lhes desse a solução que todos merecemos, mais funcionários no atendimento.

Por: José Teixeira da Silva

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