Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 12-01-2009

SECÇÃO: Opinião

Minha terra

Deixei meus olhos na terra
Na terra onde nasci
Mesmo com os olhos em terra
Ainda choram por ti

Da terra tenho saudade
Sem fazer contas ao tempo
Com contas o tempo me invade
A mente e o pensamento

Na terra adormeço e acordo
Ouvindo o silêncio e a paz
Retalhos de vida recordo
Que a vida sempre me traz
Doce terra, metade da minha vida
Uma alma só temos nós os dois
O destino insisto que ela se divida
Um sem o outro, como será depois

Nos olhos, guardo a chama
Nobre terra, do meu sonhar
O amor não cansa, quem ama
Nem a morte nos ade separar

Tenho pena, quando te vejo
Pena tenho de te não ver
Profundo é o meu desejo
De em teus braços adormecer
Apego tão grande tenho em mim
E amor há terra que pisei outrora
Guarda segredos e sonhos sem fim
Serás sempre minha até há ultima hora

A terra onde nascemos
Se nela vivemos pra sempre
Até a morte esquecemos
Morre-se mais alegremente

Fernando Carvalho

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