Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 22-12-2008

SECÇÃO: Opinião

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Notícias de Mondim
OPINIÃO POLÍTICA

Trinta e quatro anos estão passados desde o 25 de Abril de 1 974.
A esperança nascida da revolução dos cravos, aos poucos foi-se desvanecendo e o presente do nosso país, possivelmente está pior que no passado.
Hoje, existe em Portugal um compaginável paradigma de similitude holística, que extravasa todos os parâmetros compreendidos entre o interior desertificado e o litoral mais rico.
No âmago desta orquestração heterogénia, fundida nas retrógadas ideias do passado, ressalta “à priori” uma sociedade com um futuro periclitante, justificada com o receio da extorsão derrotista dos falhados.
A acção dos que acreditam num resultado verbere de eficiência global, sectária ou insinuosa, não contribuirá para o sucesso.
Mas, ainda acredito no ressurgir da memória, que nos traga de novo às plagas da vitória, num emaranhado de esperança, e de espectativa.
Os Portugueses, nunca compreenderam bem a política dos nossos políticos.
Senão vejamos:
Promessas não cumpridas, projectos falhados, gestão danosa e um esbanjar sem fim dos dinheiros públicos, foi sempre o prato forte dos mentirosos, que nunca tiveram escrúpulos em enganar os inocentes.
O Portugal dos Portugueses, há muito que deixou de o ser, passando a ser apenas pertença dos políticos, que o sugam e o fazem agonizar, num estertor de morte, até à consumação do último euro.
Não há nostalgia, nem saudade nas minhas palavras; não há visão cega, nem interpretação bacoca, nos resultados da democracia; há, isso sim, uma grande mágoa, pela indiferença a que o povo tem sido votado.
Os ricos, continuam imparavelmente cada vez mais ricos. Os pobres não têm soluções e estão cada vez mais pobres.
Que esperança podemos ter nos políticos, que num alarde de contínuas mentiras, vão enganando quem os elegeu?
“Vade retro Satanás”.
O povo – como se proclamou à 34 anos – não será quem manda, nem quem mais ordena; mas, é certamente quem sustenta todos os vícios dos políticos e da política.
O homem, vai continuar a ser um lobo para o homem, até quando?
A minha opinião política, pressupõe regras mais rígidas na distribuição da riqueza e principalmente mais sérias, no comportamento dos que nos governam ou sonham um dia fazê-lo.

Por: José Teixeira da Silva

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