Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 01-12-2008

SECÇÃO: Opinião

O NATAL, FESTA DE UNIÃO

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Esta festa deve ser serena, numa abrangência de amigos
O ano de 2008 está prestes a findar. Vai encerrar, como tradicionalmente acontece, com os festejos de Natal, aos quais se seguirão as comemorações de mais uma passagem de ano que, como sempre acontece, desembocará no ano novo seguinte, ou seja, no caso concreto do tempo em que vivemos, será no ano de 2009.
O Natal, para começar, e ao contrário daquilo que se prevê e se vislumbra, deverá ser um período de reunião da família, que em convívio de sã e calorosa harmonia, se juntam para passar a noite mais bela do ano, tendo assim a possibilidade de se reverem, de conversarem, de trocarem afectos sentidos, anulando o défice da saudade de muitos ou poucos meses, não importa.
A Ceia de Natal é festa de união, mas não devemos transformar este dia para satisfazer gulas várias em torno de uma mesa excepcionalmente farta, nem saciar egoísmos de quem só pensa nas dádivas dos outros. Esta festa deve ser serena, mas participada de quem comunga laços de consanguinidade e empatias ou tão só de corações que batem ao compasso de ideias e sentimentos de comum afectividade e carinho; num encontro de seres humanos que se estimam e compreendem; numa abrangência de amigos irmanados pela doce envolvência do colectivo familiar.
Nesta data, todos nós deveríamos ser capazes de pensar um pouco mais nos outros, naqueles que, sem nada terem contribuído para tal, se debatem com os horrores das guerras cujos cenários muitas vezes são montados nos seus territórios, apenas para que as grandes negociatas de armamento sigam o seu livre e lucrativo curso.
Deveríamos também estender o nosso pensamento para os povos que em África continuam a sofrer o resultado, não apenas da colonização continuada até meados do século passado, que matou milhares de militares portugueses, mas também principalmente no seguimento da descolonização. A transição de poderes trouxe àqueles povos a guerra civil, a qual durou anos e matou também milhares de pessoas inocentes. Ambas estas situações deixaram sequelas difíceis de apagar: a primeira foi o regresso turbulento dos portugueses, que deixaram lá todos os seus haveres patrimoniais. A segunda situação, no normal fluir da história da humanidade, foi a introdução no continente negro do maior dos flagelos humanos, quer a nível dos direitos humanos, quer no que diz respeito à fome, à ausência galopante de saúde e à educação inexistente.
Como referi, a noite de Natal é a mais bela do ano, mas pensando bem, e lembrando aqueles que já partiram, os doentes que se encontram internados nos hospitais em sofrimento, os pobres sem abrigo e os idosos internados em lares sem o apoio das famílias, esta bela noite transforma-se num drama, em que a vida perdeu o sentido e no horizonte só a tristeza aparece.
Para finalizar, desejo um Natal de paz e de alegria para todos os leitores, assinantes, colaboradores e a todo o elenco directivo do jornal o “Ecos de Bastos”.
Que o ano de 2009 venha acompanhado de muita felicidade para todos aqueles a que faço referência. Nesta data a todos estendemos as mãos e de todos recebamos abraços. A todos, Bom Natal e Feliz Ano Novo. Até para o ano.

Por: Manuel Sousa

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