Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-07-2008

SECÇÃO: Informação

Cabeceiras de Basto cria Banco Local de Voluntariado

«o Voluntariado deve ser uma causa local, nacional e mundial, fomentando uma sociedade mais solidária e menos individualista, num tempo em que a globalização fomenta o desenvolvimento, mas também, deixa pessoas para trás que precisam de uma mão amiga».
Decorreu no dia 22 de Julho, no Auditório Municipal de Cabeceiras de Basto, a assinatura de um protocolo de colaboração entre o Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado e o Município de Cabeceiras de Basto, que permitiu a implementação do Banco Local de Voluntariado.
Segundo informação divulgada, na abertura da sessão, o vice-presidente da Câmara, Dr. Jorge Machado, referiu que «as redes tradicionais de solidariedade vão desaparecendo, muito por força das novas realidades sociais e económicas, traduzidas no envelhecimento da população, na desertificação do território, na separação familiar». Deu como exemplo, as duas maiores preocupações dos idosos nos dias de hoje: a saúde e a solidão. Por isso, acrescentou, «estes problemas exigem respostas que amenizem os efeitos negativos do desaparecimento ou envelhecimento das referidas redes, sendo o Voluntariado uma resposta simples que muito pode contribuir para o bem estar das pessoas».
Seguiu-se uma intervenção da Dra. Aldemira Cónego, do Conselho Nacional, que falou dos projectos daquele organismo, tendo referido que actualmente se assiste, em Cabeceiras de Basto, à implementação do 63º Banco Local de Voluntariado, estando, neste momento, em fase de criação 23 novos Bancos.

A Presidente do Conselho Nacional e o Presidente da Câmara assinam protocolo
A Presidente do Conselho Nacional e o Presidente da Câmara assinam protocolo

Motivar os cidadãos para o voluntariado

Após a assinatura do documento usou da palavra o Presidente da Câmara, Eng.º Joaquim Barreto, para dizer que esta ideia de criar um Banco de Voluntariado em Cabeceiras de Basto nasceu há um ano atrás. O Presidente disse, na oportunidade, que, «sendo também papel das autarquias fomentar o exercício de uma cidadania activa, cabe-lhe a responsabilidade de motivar os cidadãos para o voluntariado. É isso que vai ser feito a partir da implementação deste Banco Local». Desafiou, desde logo, as Instituições, Associações, Empresas e outros agentes locais, nomeadamente os autarcas, a aderirem ao Banco do Voluntariado e a assumirem um compromisso de disponibilidade para que daqui a três anos a renovação deste protocolo seja posta em causa porque os objectivos não foram atingidos.
A Presidente do Conselho Nacional, Dra. Elza Chambel, disse: «o Voluntariado deve ser uma causa local, nacional e mundial, fomentando uma sociedade mais solidária e menos individualista, num tempo em que a globalização fomenta o desenvolvimento, mas, também, deixa pessoas para trás que precisam de uma mão amiga». Referiu-se a algumas boas práticas e projectos existentes um pouco por todo o país, apelando ao voluntariado empresarial, através da disponibilização de algum do tempo dos seus trabalhadores para levarem a efeito acções de voluntariado. E acrescentou: «O Banco Local de Voluntariado será, a partir de hoje, em Cabeceiras de Basto, o ponto de encontro entre a oferta e a procura, tendo em vista chegar onde é preciso. As autarquias e as Instituições locais são conhecedoras das realidades de proximidade, pelo que deverão agora fazer chegar ao Banco toda a informação que possa ajudar a concretizar este objectivo».

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.