Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-07-2008

SECÇÃO: Informação

In Memoriam do PADRE DOUTOR JOAQUIM SANTOS

«Perdeu-se um homem simples, um sacerdote devotado e um compositor genial que muito honrou, honra e honrará Cabeceiras de Basto e as suas gentes»
Faleceu no dia 24 de Junho, em Cabeceiras de Basto, com 72 anos de idade, o padre-compositor Dr. Joaquim Santos, autor de uma vasta obra musical.

Presidente da Câmara cumprimenta o Dr. Joaquim Santos no decorrer de uma homenagem que a autarquia lhe fez em Abril de 2007
Presidente da Câmara cumprimenta o Dr. Joaquim Santos no decorrer de uma homenagem que a autarquia lhe fez em Abril de 2007
Natural da freguesia de Riodouro deste concelho, residia actualmente no lugar de Moimenta, na freguesia e vila de Cavez.
Assumiu o sacerdócio religioso com dedicação e amor tendo escolhido a música como fonte de inspiração das suas capacidades intelectuais e artísticas.
O Padre Doutor Joaquim Santos foi um compositor genial na criação e na composição musical e instrumental.
A vasta obra que produziu teve grande projecção nacional e internacional, destacando-se a realização de inúmeros concertos na Igreja de Sto António dos Portugueses em Roma, Itália.
«Perdeu-se um homem simples, um sacerdote devotado e um compositor genial que muito honrou, honra e honrará Cabeceiras de Basto e as suas gentes», declarou a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, lamentando a sua morte.

Homenagem ao Dr. Joaquim Santos em 13/04/2007 no Mosteiro de S. Miguel de Refojos
Homenagem ao Dr. Joaquim Santos em 13/04/2007 no Mosteiro de S. Miguel de Refojos
«Braga perde um músico ímpar e compositor
exímio»

«Braga perde um músico ímpar e compositor exímio», disse no dia do seu funeral o Sr. Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga, perante uma Igreja repleta de pessoas que ali se deslocaram para assistir às exéquias. Uma opinião partilhada por todos quantos privaram com o Padre Dr. Joaquim Santos. A sua morte foi inesperada e prematura e a todos surpreendeu.
Era sabida a «paixão» deste homem pela música e pelo exercício mental que o levava a um constante trabalho para satisfazer, gratuitamente, os pedidos que lhe faziam. Não vivia para ele mas para os outros. Não procurava a fama, mas a alegria de ver os outros felizes após a execução das suas obras, ainda que gostasse que o seu trabalho fosse reconhecido, com algumas palmas e muita alegria.
Dom Jorge Ortiga disse na ocasião, que o Padre Joaquim Santos soube acolher os talentos que Deus lhe deu e tornou-se aos olhos d’Ele e dos homens num músico ímpar e num compositor exímio, cuja obra legada tem a marca da qualidade. Disse também, fazer votos para que na Arquidiocese de Braga continuem a surgir pessoas com competências na área da música e que componham a música de que precisamos. Não deixou de reconhecer na obra do Padre Dr. Joaquim Santos, a «marca de qualidade na música que é interpretada nas celebraçoes». Qualidade esta, a que o D.Joaquim Gonçalves, fez referência. Amigo de longa data do compositor Joaquim Santos, o Bispo de Vila Real, agradeceu a amizade e os múltiplos poemas da sua autoria, musicados pelo compositor falecido e frisou «Isto de compor não é para qualquer um mas para especialistas», criticando as sonoridades que se ouvem em algumas celebrações, referindo-se à laicização crescente que avança para dentro dos templos.

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