Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-06-2008

SECÇÃO: Golpe de vista

Crise! Até quando?

O país e os portugueses andam deprimidos. Diz-se que a culpa é da crise. E que a crise tem a sua origem na alta do preço dos combustíveis, na alta das taxas de juro, na crise internacional.
Neste momento há quem diga que essa crise foi para intervalo. Intervalo, enquanto o campeonato do mundo de futebol decorre e enquanto Portugal se mantém em prova. Oxalá, vá bem longe! Assim, o intervalo será maior e os portugueses andarão mais felizes. Felizes, sim, porque não conheço nenhuma outra actividade, nenhum outro sector, nenhum outro objectivo, nenhum outro projecto, nenhum outro interesse que mobilize tanto os portugueses, que os una de uma forma tão entusiástica como acontece com o futebol. E isso traz-lhes felicidade. Quanto mais não seja porque enquanto se fala, vê, vive e transpira futebol não se pensa na depressão. Já repararam, agora até os jogadores desse espectáculo único, verdadeiro “ópio” do povo, cantam o Hino Nacional. Sem dúvida! Há alguns anos atrás trauteavam-no com a boca fechada ou semi-fechada. Hoje já não é assim. Até os brasileiros, naturalizados portugueses, já cantam com entusiasmo o nosso Hino. Talvez tenham aprendido com os “lobos”. Sabem quem são? Os jogadores de râguebi que tão bem têm representado o nosso país, apesar dos resultados tão modestos.
Mas de volta à crise, para vos dizer, que achei interessante a ideia de um país da Europa Central legislar no sentido de obrigar as televisões desse país a inserir nos noticiários cinquenta por cento de notícias positivas. Ora, aí está uma boa medida. Falar do positivo. A implementação de cotas na abordagem das notícias pode ser um bom princípio. Vejam bem, agora até o caudal informativo vai gozar de cotas. Mas, se calhar estão certos. De facto, aquilo que é mais fácil para o mundo da comunicação e da informação, que integra jornalistas, comentadores, aprendizes de comentadores, fazedores de opinião e outros que tais, é falar mal de tudo e de nada, do que sabem e do que não sabem, de uns e de outros. Enfim, praticar a má-língua, o bota-abaixo, a maledicência, etc. E isso é terreno fértil para o sentimento generalizado de crise
Ainda há pouco tempo alguém disse, a propósito do comportamento de um certo deputado do Partido do poder, que aquele nunca está satisfeito e que só está bem quando o seu partido e ele próprio se encontram na oposição. Efectivamente, aí a condição de opositor é mais condicente com a sua personalidade, ou seja: ser do contra. Afinal, não sabe estar no poder. Mas, o que terá ele feito para melhorar o país e os portugueses ao longo de 32 anos que leva de Parlamento?
Quanto à crise, esperemos que passe. Mas para que possa passar lembremo-nos que também nós temos responsabilidades. Todos fazemos parte de uma sociedade e, por isso, de uma forma ou outra, deveremos dar o nosso contributo.
Até breve!

A. C.

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