Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 26-05-2008

SECÇÃO: Destaque

Museu das Terras de Basto festeja 4º Aniversário
20 mil visitantes “picaram” o bilhete

Em quatro anos de existência, o Museu de Terras de Basto recebeu a visita de milhares de pessoas, entre os quais estudantes,professores e público em geral que ali se deslocaram para iniciar uma viagem ao passado,num equipamento que tem o conhecimento como missão. Foi distinguido em 2005, pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia) com a Menção Honrosa - Melhor Museu Português

Escolas do Norte de Portugal visitam com frequência o Museu
Escolas do Norte de Portugal visitam com frequência o Museu
O Museu das Terras de Basto localizado na vila de Arco de Baúlhe deste concelho, assinalou no passado dia 23 de Maio, o 4º aniversário. Ao longo deste período foram contabilizados cerca de 20 mil visitantes, fruto da dinâmica ali instalada. Com a entrada gratuíta, o dia foi assinalado com a transmissão radiofónica de uma mesa redonda onde autarcas, funcionários, técnicos, museólogos e demais convidados estiveram presentes para fazer o balanço de quatro anos de actividade e apresentar os projectos que este Museu das Terras de Basto tem em curso ou planeados.

A história

Trata-se por isso, de um equipamento cultural, que resultou do aproveitamento das instalações da antiga Estação da CP do Arco de Baúlhe, que foi durante 41 anos “terminus” da Linha do Tâmega, gare e mercadorias, logradouros exteriores e salões do comboio histórico e que a Câmara Cabeceirense, no quadro de uma estratégia de recuperação do património construído, lançou a feliz iniciativa de transformar aquelas instalações, em constante degradação devido ao abandono a que foram votadas após o encerramento da via férrea em 1990, no Museu de Terras de Basto.
Este empreendimento, que representou na ocasião, um investimento de cerca de 200 mil euros (40 mil contos), localiza-se num espaço bucólico de rara beleza rural e tem expostas peças e artigos artesanais regionais e uma gama valiosa de materiais e apetrechos ferroviários usados nos anos 40 e 50, não faltando as locomotivas a carvão e as carruagens que fizeram as delícias de muitos milhares de utentes nas deslocações para os grandes centros urbanos, delas se destacando a carruagem real outrora usada pelo rei D. Carlos e pela D. Amélia que, há poucos anos serviu, igualmente para acolher o antigo Presidente da República Mário Soares numa viagem que fez a estas terras nortenhas.

Um caminho, uma viagem

O Museu das Terras de Basto pretende ser, um caminho e uma viagem, assumindo uma temática em torno do qual se desenvolve um projecto original.
Os espaços físicos estão interligados culturalmente, onde podem ser observadas duas valiosas colecções: etnografia local e os instrumentos de trabalho da vida de uma estação ferroviária.
Este museu aborda o conhecimento como missão e através de testemunhos, objectos, emoções sentimentos tenta partilhá-lo com todos/todas os que ali se deslocarem para fazer uma viagem.
A entrada do Museu é a própria entrada da estação onde o visitante poderá “picar o bilhete” e escolher a exposição a visitar, pois ali terá acesso a toda a informação dos serviços.
Neste primeiro espaço existe lugar para encontrar uma área de “perdidos e achados”, dessedentar-se da viagem ou esperar pelo amigo/a confortavelmente instalado.
Uma vez tirado o bilhete, o visitante poderá apreciar as exposições: “Vamos à aldeia” para descobrir o que ia num comboio de mercadorias e depois aceitar o convite e, lá “Vamos andar de Comboio”, com locomotivas alimentadas a carvão.
Depois de apreciar os jardins que, outrora distinguiram durante anos esta estação como uma das mais floridas da zona norte, vamos “Viajar. Viajar”, numa viagem pelas ideias, pelos sentidos, pela poesia e autores, predominantemente portugueses, mas sobretudo desafiando para uma constante interrogação ao que nos cerca.
O Museu das Terras de Basto, possui rampas de acesso particularmente para os espaços da locomotiva, automotora e carruagens, onde não faltam as legendas em braille e as gravações que confirmam esta preocupação de promover a integração de todas as pessoas seja qual for a sua condição física o social.

Um equipamento único na região

O Museu dasTerras de Basto apresenta-se como um equipamento importante para potenciar o desenvolvimento sócio-turístico e cultural da Região de Basto e, particularmente, do Município de Cabeceiras de Basto.
A construção de uma central de reservas é a próxima valência a ser construida no Museu dasTerras de Basto. Com esta central, onde serão realizados trabalhos de conservação e restauro do espólio existente, o museu ficará em condições de integrar a Rede Nacional de Museus.
Outro dos projectos previstos, é a construção de uma Ecopista, tendo em vista o aproveitamento turístico da antiga linha do Tâmega. Neste âmbito a REFER pretende reconverter a antiga linha de comboio do Tâmega, entre Amarante e Arco de Baúlhe, em Ecopista, permitindo a sua utilização para percursos pedestres, de bicicleta ou outra não motorizada.
Nesse sentido, foi deliberado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, celebrar um Protocolo (Abril de 2007) de Concessão do antigo canal ferroviário nos limites geográficos do concelho de Cabeceiras de Basto, que estabelece as condições da concessão por 25 anos e os deveres das partes para a concretização da referida Ecopista.
Com a celebração deste protocolo e com as novas actividades que se pretendem criar no Museu das Terras de Basto, a Autarquia Cabeceirense considera que está a valorizar os Caminhos de Ferro e todo o seu passado histórico, bem como a promover o turismo, o lazer e o bem estar das populações.

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