Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 14-04-2008

SECÇÃO: Informação

Alunos da Universidade Sénior de Cabeceiras “bebem” história local no Mosteiro de Tibães

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Os alunos e alguns professores que frequentam a recém criada Universidade Sénior de Cabeceiras de Basto, um polo da Associação Akribeia, fizeram no passado dia 10 de Abril uma visita de Estudo ao Mosteiro de S.Martinho Tibães, Casa-Mãe da Congregação Beneditina de Portugal, à qual pertenceu e dependeu durante vários séculos o Mosteiro de S. Miguel de Refojos . A iniciativa foi enquadrada na programação didáctica da disciplina de História Local, ministrada pela Drª. Fátima Oliveira, com a qual se pretende fazer um regresso às origens, para conhecer desde a sua génese a evolução histórica daquela Congregação e a importância dos monges na dinamização social, económica e cultural da sociedade, desde a Idade Média até aos nossos dias, em especial, na região de Basto onde nos deixaram um legado patrimonial de valor inestimável.
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A visita, sempre guiada pelo Dr. Paulo Oliveira, Mestre em História Contemporânea na área da Igreja e Sociedade, prolongou-se durante mais de três horas, tendo merecido à cerca de três dezenas de cabeceirenses que frequentam a UNISA o maior interesse, pois depressa se aperceberam que o Mosteiro de Tibães é no seu todo idêntico ao de S.Miguel de Refojos, salvo as devidas proporções. Os estilos confundem-se, não só na arquitectura, como nas pinturas e esculturas, nos pormenores das talhas doiradas do altar-mor, dos laterais, dos púlpitos, do coro alto, do órgão e do gradeamento, este em tudo semelhante ao de Cabeceiras. Tal se compreende, como ali foi dito, se se souber que os autores e projectistas, na sua maioria frades, foram os mesmos, dada a relação de dependência existente entre um e o outro convento e a sequência histórica da sua reconstrução. Ao longo de toda a manhã houve ainda oportunidade para conhecer o “modus vivendi” daquela instituição monástica, em respeito pelas “regras” da Ordem de S. Bento, e em especial, a sua relação com a actividade agrícola, onde a comitiva pôde registar a perfeita similitude entre a quinta de Tibães que se encontra na sua grande parte preservada, e a do Mosteiro de S. Miguel, que, para o bem ou para o mal, foi “engolida” nas últimas décadas pelo urbanismo emergente na vila de Cabeceiras de Basto.
Refira-se, por último, que esta iniciativa contou com a colaboração da Câmara Municipal, que disponibilizou ao grupo um autocarro para o transporte.

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