Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 14-04-2008

SECÇÃO: Informação

Cabeceiras de Basto assinalou Dia do Combatente e da Batalha de La Lys

Ao toque da marcha do silêncio interpretada pelos Bombeiros Voluntários, o Município de Cabeceiras de Basto assinalou no dia 9 de Abril, o Dia do Combatente e da Batalha de La Lys.
Tratou-se de uma singela cerimónia que consistiu na deposição de um coroa de flores, junto ao monumento ao Combatente que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto erigiu com o objectivo de homenagear os militares mortos em campanha, de todas as épocas e cantos do mundo, recordando desta forma os combatentes em geral e os do concelho cabeceirense em particular, que combateram e serviram Portugal em todos os locais onde as nossas forças armadas defenderam as causas da Nação.
Este monumento em granito, inaugurado em Abril de 2005, encontra-se numa das principais rotundas desta vila que recebeu a denominação na toponímica local da «Rotunda dos Combatentes».
A cerimónia teve início pelas 10h15m com a concentração dos convidados, seguindo-se a colocação das flores pela mão do Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Engº Joaquim Barreto. Marcaram presença ex-combatentes, autarcas e população em geral que quiseram associar-se a esta iniciativa evocativa da efeméride.

Autarcas, ex-combatentes e populares junto ao Monumento
Autarcas, ex-combatentes e populares junto ao Monumento
Catástrofe militar portuguesa

Recorde-se que a Batalha de La Lys, deu-se entre 9 e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.
Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.
A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84.000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.

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