Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-03-2008

SECÇÃO: Informação

Dr. Joaquim Santos apresenta obras em Roma

Três obras de autoria do Padre Joaquim Santos foram apresentadas uma vez mais em Roma, mais precisamente na Igreja de Santo António dos Portugueses, no passado dia 23 de Fevereiro.

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Tratou-se da primeira audição de Servite Domino in laetita, com o título de Impressões Ibéricas para Piano. Segundo informação divulgada, o compositor parte de três salmos [1, 99 e 132] e elabora uma espécie de interpretação musical dos textos bíblicos. Esta obra, assinada em Fevereiro de 2007, nasceram em Vila Real, quando após terminar um concerto do seu Oratório Travessia, o amigo Gianpaolo di Rosa, professor da Universidade do Porto lhe pediu para escrever para piano algo de carácter religioso que gostaria de apresentar nos seus concertos. Assim, nascem estas notas musicais, simples e despretensiosas da sua leitura sobre os três Salmos agora apresentados e envoltos de uma «mensagem de amor e alegria nesta nossa peregrinação pelos Caminhos de Cristo», referiu o compositor ao Jornal Diário do Minho.
A segunda obra são quatro poemas indianos para voz, violino, dois clarinetes, dois saxofones e piano. Poemas estes, que parecem sublinhar todo o sentido transcendente de uma «amorosa mensagem de uma remota terra»…«não fui privado do toque do Homem Supremo – acolhi no meu coração a sua eterna mensagem, e me grata recordação me conforto pelos dons recebidos do Senhor da Vida», referiu. Os quatro poemas têm como título: o mundo nasceu da Grande Alegria, A Luz dos dias sem número, Recebi nesta vida o dom do Belo e Diante se estende o oceano da Paz.
A terceira obra é um Capriccio para violino e piano. Os executantes são: as vozes de duas cantoras, uma argentina mas de origem síria, Nora Tabbush e a outra italiana, Llaria Patassini. O violinista é russo. Vítor Matos (das Taipas) toca clarinete, Domingos Castro (de Braga) toca clarinete baixo, Luís Ribeiro (das Taipas) toca saxofone. A acompanhar no piano, Ângelo Martingo, do porto. Além desta três obras, foram também executadas uma inédita para violinista e a Sonata nº1 para clarinete e piano.
As obras do compositor Joaquim Santos evocam outras já executadas. O diálogo inter religioso, servido pela música, abre-se das três religiões monoteístas às religiões não reveladas como é o hinduísmo, mas que contém como diz o Concílio sementes do Verbo, do Lógos, o que não causa estranheza a Luís Esteves que em artigo publicado no Diário do Minho, refere a obra musical do Padre Joaquim Santos como «um verdadeiro tesouro».

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