Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 11-02-2008

SECÇÃO: Informação

CABECEIRAS DE BASTO
PROCURA AUMENTA NAS PISCINAS MUNICIPAIS

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Com a abertura da Piscina Municipal do Arco de Baúlhe, no passado mês de Novembro, os Cabeceirenses têm ao seu dispor dois equipamentos para a prática da natação. Mas, são já muitos, também, os utentes inscritos que vêm de concelhos vizinhos.
O Município de Cabeceiras de Basto tem ao dispor da população, em Refojos, uma Piscina aquecida desde 1997 e, no Arco de Baúlhe, uma outra desde Novembro de 2007.
São equipamentos importantes para a qualidade de vida das pessoas, e não são muitos os municípios da dimensão do nosso que se podem gabar de ter duas Piscinas. Não são Piscinas de competição, nem era esse o seu principal objectivo, mas sim Piscinas de aprendizagem e manutenção da boa condição física. Nadar é o mais completo dos exercícios físicos e ao longo dos anos passaram pela Piscina de Refojos milhares de utentes. Muitos foi ali que aprenderam a nadar, muitos outros têm aproveitado para praticar natação, aperfeiçoando a técnica e melhorando a sua condição física. Não sendo Piscinas para treinar saltos ou mergulhos, têm cumprido com eficácia a função para que foram construídas.
Nas duas Piscinas, a Emunibasto, E. M., Empresa Municipal responsável pela sua gestão, tem professores devidamente habilitados para ensinar e acompanhar utentes de todas as idades. Há turmas de crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores.
Mas as Piscinas estão também abertas a todos aqueles que, não sentindo necessidade de acompanhamento técnico, podem usufruir de banhos livres.
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No passado, quando a escola do 1º ciclo não era a tempo inteiro, todas as crianças daquele nível de ensino foram à Piscina três ou quatro vezes por período, de forma completamente gratuita. Hoje, e porque os horários escolares são diferentes, já não existe essa possibilidade. Há, no entanto, muitas turmas dos restantes níveis de ensino que têm beneficiado da natação gratuitamente, integrada nas aulas de Educação Física. Há ainda inúmeros cidadãos portadores de deficiência ou com necessidades especiais devidamente comprovadas que têm isenção ou redução dos preços para poderem beneficiar das vantagens da natação e, muitos deles, têm mesmo acompanhamento técnico completamente gratuito.
As Piscinas aquecidas são porventura os equipamentos municipais mais dispendiosos. Com efeito, os gastos com o aquecimento da água dos tanques, da água dos balneários, do meio ambiente, os gastos com os produtos de desinfecção, com as análises, com o pessoal, com a electricidade, com a manutenção dos dispositivos electromecânicos, entre outros, são muito elevados. Com entradas a preços que variam entre um e dois euros e meio, só uma frequência muito elevada poderia tornar o equipamento auto-suficiente em termos de receitas. Na maioria dos concelhos da nossa categoria, as Piscinas não são auto-suficientes, pelo que terão que ser entendidos como equipamentos sociais cujo custo é suportado maioritariamente pelos Municípios. Se as Câmaras Municipais não o entendessem assim, então o preço de cada entrada era absolutamente proibitivo. O custo social é, por isso, muito elevado, mas este custo é um investimento na qualidade de vida das pessoas que, por viverem em municípios do interior, com menor densidade populacional, não podem ser discriminadas relativamente aos cidadãos que vivem nos grandes centros urbanos. Esta política tem assim todo o sentido. Há pouco tempo atrás publicámos no nosso jornal uma reportagem que dava conta do elevado custo da Piscina Municipal de Refojos.
Para além dos utilizadores de que já falámos, damos aqui nota, em texto separado, da frequência gratuita de idosos que integram os Espaços de Convívio e Lazer das freguesias. Não queremos também deixar de dar uma outra nota muito positiva para o grande número de senhoras que frequentam aulas de hidroginástica nas duas Piscinas. E, a verdade é que já são várias as utentes residentes em concelhos vizinhos a aproveitarem esta modalidade.


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