Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 11-02-2008

SECÇÃO: Golpe de vista

Agitadores, talvez!

Serão homens de pouca fé ou, simplesmente, agitadores de opinião pública? Bastou um “gajo” qualquer, em Lisboa, com certeza mal com a vida, bufar a um jornalista, também de Lisboa, que o governo tinha aprovado a construção de um Palácio da Justiça em Cabeceiras de Basto, localidade que veria a sua Comarca ser extinta, para alguns “pseudo-jornalistas” locais se digladiarem a escrever sobre o assunto sem saberem do que falavam.
Relativamente aos lisboetas, resta-nos lamentar. De facto, se o país é obrigado a conhecer Lisboa, os lisboetas infelizmente não conhecem o país. Muitos dos que por lá vivem e trabalham não se preocupam em conhecer Portugal. É por isso que, muitas vezes, Cabeceiras de Basto é Cabeceira de Basto ou Cabeceira de Bastos, ou então Cabeceiras de Baixo – quando não pior! Enfim! Isto para não falar de que, nem sequer sabem se fica a norte, ao centro ou a sul!
Depois, deveremos perguntar-nos: por que é que o referido jornalista, lisboeta, na sequência da informação obtida, não fez as diligências necessárias para perceber o que está em causa com o novo mapa judiciário? Se o fizesse, talvez não tivesse escrito o que escreveu e, portanto, não teria dito disparates.
O que está neste momento em discussão, tanto quanto me foi dado saber, é uma reestruturação do mapa judiciário do país. De acordo com declarações de alguns membros do governo, nenhum Tribunal vai encerrar. O que vai acontecer é uma reorganização. As duzentas e muitas Comarcas actuais vão dar lugar a apenas trinta e cinco e os Serviços Judiciais serão organizados em Circunscrições a partir da divisão territorial das NUT III.
Ora, assim sendo, o Palácio da Justiça de Cabeceiras de Basto, há muito ansiado por todos nós – creio eu! – tem todo o sentido. As condições do actual Tribunal estão há muito obsoletas, ultrapassadas, esgotadas. Sei que não foi fácil conseguir esta obra. Mas também sei que não caiu do céu e que não foi um qualquer lisboeta a lembrar-se de o construir na nossa terra. Com efeito, os cabeceirenses sabem muito bem, quem nos últimos anos, terá passado muitas horas sem dormir para o conseguir.
Finalmente está em construção e dentro de um ano poderá albergar os Serviços Judiciais e as Conservatórias de Cabeceiras de Basto.
Quanto àqueles cabeceirenses que, há poucos dias atrás, puseram em causa a construção do novo Tribunal, o que se poderá dizer?
De facto, não parecem ser homens de pouca fé. Serão – talvez! agitadores, que só estão bem a lançar a confusão. Sabe-se lá com que intenção!
Mas, o azar foi tanto que pouco depois de porem em causa a construção do Tribunal, a obra arrancou mesmo. O que dirão eles no próximo número?
Refira-se que esta já não é a primeira vez que se enganam.
Com gente desta não vamos longe!
Apesar de tudo, aposto que estarão presentes no dia da inauguração.


A. C.

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