Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 21-01-2008

SECÇÃO: Golpe de vista

Outra vez!

Nem sempre é bom sinal estar na crista da onda. Neste caso, parece-me que as razões não abonam a favor do protagonista. Ser notícia em duas edições seguidas do nosso jornal pelos motivos que os nossos leitores puderam e podem hoje constatar não será muito interessante.
Depois de um período áureo na vida pública que o levou a vereador da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a deputado na Assembleia da República, Miguel Teixeira, envolveu-se em lutas políticas internas no seu partido que culminaram com a sua expulsão. Pelo caminho tentou “agarrar-se” a algo que lhe pudesse dar alguma visibilidade. Foi o caso dos Bombeiros a cujos órgãos sociais concorreu, não tendo, contudo, tido sucesso nessa incursão. Restou-lhe o jornal “o Basto”.
No número anterior do Ecos de Basto falámos da absolvição de onze colaboradores e dirigentes do nosso jornal, em processo movido por Miguel Teixeira. Viu nas letras, palavras e frases que compunham um texto publicado no Ecos de Basto ataques e ofensas à sua pessoa. Ficou provado em Tribunal que não era nada disso. Portanto, não tinha razão.
Desta vez falamos de um outro caso no qual Miguel Teixeira é notícia. Foi no jornal do qual era editor que Miguel Teixeira escreveu um texto com expressões e afirmações que puseram em causa o bom-nome e a honra dos senhores presidentes da Câmara e da Assembleia Municipais de Cabeceiras de Basto. É claro que deu em processo. Pelo caminho “deitou foguetes” escrevendo sobre o arquivamento do processo, mas sofreu um revés. Um recurso do advogado dos ofendidos, Eng.º Joaquim Barreto e Serafim China Pereira, determinou a marcação do julgamento. E agora Miguel Teixeira, em sede de reconciliação antes do julgamento, assumiu perante o Juiz que, afinal o que tinha dito, através daquele texto, não era bem aquilo que parecia e que, Joaquim Barreto e China Pereira eram pessoas de bem. Com esta declaração e a obrigação de a publicar no jornal “O Basto” encerrou-se este processo não tendo havido lugar a julgamento.
O exercício de cargos políticos deveria ser entendido, por quem os ocupa, como uma missão. Um verdadeiro serviço às populações e à causa pública. Terminada essa missão os mesmos voltariam à sua actividade profissional com toda a naturalidade, procurando – por que não? – participar na sociedade civil e, dessa forma, exercendo todos os direitos de cidadania.
Infelizmente nem sempre é assim.
É caso para perguntar?
Com que intenção ocuparam tão elevados cargos?

A. C.


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