Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-12-2007

SECÇÃO: Opinião

VANDALISMO

Certamente que todos temos o prazer de transmitir as óptimas notícias e em concreto todas aquelas que dignificam uma sociedade , uma terra , etc ...
Sou um Cabeceirense , mas por razões profissionais , já há muitos anos residente na cidade de Braga . Mantive , no entanto , e com muito orgulho , um contacto permanente com a minha terra , vivendo de perto todos os seus problemas e partilhando fins de emana e épocas festivas , junto dos meus familiares e amigos , por forma a preservar o elo de amizade e , sempre que me permitem , actualizar as notícias e as “ nossa conversas “ .
Para além das razões citadas , também sinto a necessidade de fugir um pouco desta pequena confusão urbana e procurar a acalmia e “ respirar “ um pouco o ar que desde criança me habituei a sentir e porque não dizer , “ ouvir os sinos “ do majestoso Mosteiro de S. Miguel .
Tudo isto , para dizer que ainda sinto orgulho em ser Cabeceirense e gostaria de o não perder . Contudo e como em qualquer parte do Mundo , a evolução das sociedades resulta na descaracterização de princípios , como a educação e o respeito por todos e pelos valores de cada um . Reconheço a dificuldade em mantê-los , mas cabe a todos estarmos atentos , designadamente àqueles que têm obrigações acrescidas , nas áreas da educação , da formação , da ordem pública e gestão da mesma .
Sinto a necessidade de utilizar este espaço, para chamar atenção ao vandalismo que se começa a sentir na nossa terra , o que poderá contribuir para uma eliminação lenta de tudo o que de bom se tem edificado em prol da sociedade de Cabeceiras . Pensei que só aos outros é que poderia acontecer algo de negativo , mas chegou a minha vez de ficar revoltado e estupefacto ao verificar, no passado dia 9 de Dezembro que a minha viatura , estacionada em área privada ( Bairro João Paulo II ) , apareceu totalmente riscada duma forma violenta , revelando a falta de sensibilidade e respeito, num acto puro de vandalismo que qualquer jovem ou adulto quis demonstrar .
É evidente que por razões éticas e cívicas , para além da participação dos factos à respectiva autoridade , ( já feito ) , sou de opinião que todos os casos se tornem públicos, para que todos tenhamos conhecimento da pouca formação que começa a surgir , apesar de todos estarmos de acordo que a sociedade deve evoluir com princípios de tolerância e respeito para com tudo e todos .

L.T.

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