Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-12-2007

SECÇÃO: Política

Joaquim Barreto em entrevista ao “Acção Socialista”
Modernizar, mobilizar e fazer crescer o Partido no Distrito

Joaquim Barreto lidera a Federação Distrital do Partido Socialista de Braga desde o ano 2000. Em entrevista que concedeu ao “Acção Socialista” e publicada no seu último número, faz um balanço do que tem sido a sua actuação à frente dos destinos daquela estrutura partidária e fala das iniciativas para os próximos meses. Aborda ainda o QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, as Finanças Locais, a actuação do primeiro-ministro e do seu governo e deixa uma «mensagem de confiança e de esperança no futuro» aos militantes socialistas do distrito, afirmando: «Queremos um partido com militantes bem informados, participativos e activos na defesa dos valores e princípios da democracia, da liberdade e da solidariedade».

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Transcrevemos a seguir algumas das passagens que consideramos mais relevantes daquela entrevista:

Disse, Joaquim Barreto:

«Temos vindo a executar um conjunto de intervenções políticas, com os seguintes objectivos: reforçar a identidade do partido com o meio e as suas necessidades, procurando envolver os militantes e os simpatizantes nas causas da sociedade; fazer crescer e fortalecer o partido no distrito aumentando o número de adesões; modernizar e mobilizar o Partido Socialista e a sua estrutura distrital, aproveitando também as vantagens das novas tecnologias, com a finalidade de estabelecer uma relação de proximidade e de eficácia com as estruturas concelhias, nacional, Juventude Socialista, Mulheres Socialistas, militantes e simpatizantes».

«A Federação de Braga é hoje uma das maiores do país, com mais de 13.500 militantes, tendo registado nestes últimos anos um crescimento médio de adesões na ordem dos 36 por cento».

«A participação dos militantes, dos simpatizantes e de muitos independentes que têm estado connosco, tem-se revelado extraordinariamente importante para que possamos fazer diagnósticos de avaliação prospectiva e apresentar propostas que correspondam às necessidades e às realidades locais».

Relativamente às iniciativas previstas para os próximos meses, Joaquim Barreto, anunciou:

«Vamos organizar no início de 2008 um Encontro Distrital de Autarcas. Vamos continuar a promover diversas iniciativas no âmbito das Novas Fronteiras. Vamos manter as reuniões com as secções sectoriais, militantes e membros do governo sobre política geral e temáticas que sirvam para informar, esclarecer e promover a participação dos militantes e simpatizantes, naquilo que são as reformas que o Governo está a levar a cabo, fornecendo-lhes informação importante para a defesa dessas políticas. Na relação de proximidade, cooperação e solidariedade com as estruturas concelhias, vamos continuar a fazer reuniões descentralizadas nas diferentes secções, com dirigentes, autarcas e militantes. Em colaboração com os deputados eleitos pelo nosso círculo eleitoral, iremos organizar um seminário para debatermos apoios da União Europeia, no âmbito do QREN e das suas implicações no distrito de Braga».

Sobre a renovação dos órgãos federativos, Joaquim Barreto, afirmou:

«A renovação tem sido superior a 43 por cento, sendo de destacar neste processo a participação significativa de mulheres em cargos directivos».

E sobre a abertura do partido aos independentes e à sociedade civil, adiantou:

«Mantemo-nos atentos às dinâmicas da sociedade civil, dialogando com as pessoas e organizações do tecido económico e social, numa partilha de posições e informações relevantes para a actividade partidária no distrito em articulação com a direcção nacional do partido e com o Governo. (…) promovemos conferências, reuniões, encontros e outras acções com os deputados dirigentes nacionais e governantes chamando à participação muitos independentes para o debate e troca de experiências».

À questão que lhe foi colocada sobre os principais problemas do distrito, respondeu:

«O distrito de Braga com cerca de 800 mil habitantes, vem sendo, ao longo dos anos, um dos mais dinâmicos do país. Aqui se consolidou uma importante vertente do processo de industrialização… A dependência dos sectores industriais ditos tradicionais, sobretudo do têxtil e vestuário, que criaram muitos empregos, constitui actualmente, um factor de constrangimento económico e social, por via dos processos de reestruturação que crescentemente vem libertando mão-de-obra. O distrito de Braga vê-se hoje confrontado com elevados níveis de desemprego afectando pessoas com idades superiores a 40 anos, de forma mais sensível, as mulheres. Por outro lado sendo o distrito mais jovem do país, depara-se com elevados níveis de desemprego dos jovens, na sua maioria os que possuem formação académica superior. É urgente, por isso, que às especificidades do distrito de Braga sejam dadas respostas adequadas à realidade que é única no país. Os incentivos à criação de empresas e o alargamento dos estágios para jovens são medidas acertivas».

Sobre as acções realizadas pela Federação, tendo em vista a preparação das eleições autárquicas de 2009, disse:

«… temos efectuado reuniões descentralizadas com os dirigentes partidários das estruturas concelhias e com os autarcas eleitos nas listas do Partido Socialista, para fazer a avaliação dos problemas, o diagnóstico actual e também um antevisão prospectiva».

Referiu-se também, Joaquim Barreto à Lei das Finanças Locais e ao QREN:

«Com a Lei das Finanças Locais pretendeu-se mais rigor, mais transparência e mais equilíbrio nas contas das autarquias. Esta Lei está apenas no seu segundo ano de aplicação, sendo ainda um pouco cedo para se fazer uma avaliação rigorosa dos resultados decorrentes da sua implementação prática na actividade financeira do poder local. Com esta Lei aumentaram-se os poderes tributários dos municípios e as bases do cálculo do endividamento municipal passaram a ser calculadas de uma forma mais correcta embora com algumas limitações».

«O QREN direcciona mais os apoios para o imaterial e prioritariamente para acções de índole supramunicipal. (…) É um quadro mais competitivo que vai exigir dos promotores mais atenção, melhor planeamento, projectos com mais qualidade, mais parcerias e maior cooperação institucional. Para a região Norte estão previstos 8.000 milhões de euros, dos quais se espera que parte significativa venha a beneficiar o distrito de Braga e as suas gentes».

Sobre o balanço da actividade do governo e a actuação do primeiro-ministro, afirmou:

«O actual governo tem revelado uma notável coragem e elevado sentido de responsabilidade. As reformas efectuadas, até aqui sempre adiadas, contemplam medidas impopulares que outros governos não tiveram a coragem de concretizar. A garantia da sustentabilidade da Segurança Social e apoio aos mais carenciados, o equilíbrio das contas públicas, a inversão da tendência do crescente insucesso e abandono escolar, os resultados operacionais ao nível da protecção civil, são exemplos e a certeza de que o esforço pedido aos portugueses será compensado num futuro próximo».

«Considero que o primeiro-ministro tem desempenhado a sua função com muita coragem, assumindo desde a tomada de posse uma postura de firmeza, grande competência e uma boa coordenação das políticas governamentais».

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