Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2007

SECÇÃO: Região

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Portugal em alta lá fora…

No passado dia 01 de Julho, Portugal assumiu a Presidência na União Europeia com lema “Uma União mais forte para um Mundo melhor”, sucedendo à Alemanha, tendo 6 meses para mostrar a garra portuguesa, da qual será sucedido pela Eslovénia.
A Presidência Portuguesa delineou como prioridades actuar em áreas como a Estratégia de Lisboa, o Futuro da União, Dimensão Económica, Social, o Emprego, o Ambiente, a Liberdade, Segurança, Justiça e numa relação cada vez mais entranhada da Europa no Mundo.
É visível a notoriedade que Portugal tem tido desde que assumiu a Presidência na União Europeia. Destaco as Cimeiras com o Brasil e a tão esperada e corajosa Cimeira com a África e como não podia deixar de referir o tão badalado e honrado (para os portugueses) Tratado Reformador sendo intenção assumida pela presidência portuguesa que o documento fique, também, conhecido por Tratado de Lisboa, o qual deverá ser ratificado em todos os Estados membros e entrar em vigor antes das eleições europeias de Junho de 2009.
Nas andanças da política Mundial, o nosso Primeiro-Ministro tem dado passos de Xeque-Mate jamais pensados de um político português, sim porque até então nunca os políticos portugueses tiveram tanta notoriedade, iniciando este pico da luz da ribalta o Eng.º António Guterres e Eng.º Durão Barroso.
É de louvar o acto corajoso, determinado e estratégico que a Presidência Portuguesa tem levado a cabo os assuntos amordaçados por todos, transformando a falhada Constituição Europeia, rejeitada pelos franceses e holandeses em referendos, em 2005, num Tratado com o nome da nossa Capital, que como todos os ponteiros indicam, será aprovado em Dezembro, apesar das armadilhas que a mesma tem encontrado para não atingir o fim em pleno.
A presidência portuguesa já deu, em Bruxelas, as negociações técnicas sobre o futuro Tratado europeu como encerradas, após o texto de compromisso ter recebido o acordo dos restantes 26 Estados-membros.
Em aberto ficam apenas duas questões colocadas pela Polónia que serão debatidas a nível político: a Cláusula de Ioannina, que Varsóvia quer ver consagrada no Tratado, e a reivindicação de ter um advogado-geral junto do Tribunal Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo.
Resta-nos aguardar pelas andanças destas negociações tão renhidas, temidas por uns e desejadas por tantos outros. Enquanto portuguesa, adepta de uma verdadeira União, atenta às relações internacionais, dado que é uma das minhas colunas académicas, amante da política clara e determinada, espero em Dezembro levantar bem alto a bandeira portuguesa com o grito de vitória à Presidência Europeia.

Por: Sílvia Machado

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