Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2007

SECÇÃO: Opinião

As minhas viagens

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Um dia bem passado em terras Flavienses

Ontem, eu e o meu marido tínhamos resolvido que, se hoje, Domingo, estivesse bom e não chovesse tempo faríamos um passeio até Chaves. Já há muito tempo que não visitávamos aquela cidade transmontana que fica bem juntinha à fronteira. E realmente o tempo não podia estar melhor! Embora as manhãs estejam bastante frias, o que é normal para o Outono, os dias estão exageradamente quentes, acho eu!
E lá fomos! Achamos que enquanto tivermos espírito para passear e não tivermos que andar de muletas e a pedir aos filhos que nos levem a passear devemos aproveitar o mais possível para conhecer melhor pelo menos as cidades que circundam a nossa terra. E além disso somos dos que pensamos que é preciso, antes de se conhecer o estrangeiro devemos conhecer em profundidade as belezas do nosso país. Não vá esmorecer o amor que devemos à nossa terra-mãe. Daí o termos decidido visitar a terra dos Flavienses.
Ao longe a Torre de Menagem e as suas muralhas
Ao longe a Torre de Menagem e as suas muralhas
Como agora já temos a auto-estrada a partir do Arco de Baúlhe, é num instante e é uma maravilha para lá chegar! E mais, agora ainda temos uma outra tecnologia avançada que faz com que nós cheguemos ao destino correctamente, sem nos perdermos! Nada mais nada menos que o famoso GPS! Digam lá, alguma vez pensaram ouvir-me a falar nisso, eu que até tenho medo às altas tecnologias? Ai se o meu avô fosse vivo! Tornava a morrer, mas do coração!
E lá fomos com o GPS ligado desde o Bairro João Paulo II, virado ao Arco de Baúlhe mas ele ainda não deve ter inserido o caminho do Pinheiro no computador porque teima em mandar-nos por Lameiros mas eu respondo como o meu pai costuma dizer “é por aqui que eu vou e, quem manda sou eu, eu é que sei!”
Local onde se pode beber água das termas a 73º celsius
Local onde se pode beber água das termas a 73º celsius
Mas, ele engata logo certinho e obedecendo à nossa vontade encontra logo a alternativa mais conveniente.
A estrada que nos leva do Arco até Chaves é uma estrada maravilhosa! Dá gosto conduzir e carregar um pouco no pedal!
Chegamos cedo e bem, graças a Deus! Arrumamos o carro mesmo junto ao Castelo, do qual resta a Torre de Menagem e as suas Muralhas. Nota-se ao chegar que as ruas e as varandas apresentam características medievais por toda a cidade. A manhã estava ali mais fria do que em Cabeceiras, mas muito agradável! Não se pode dizer que andasse muita gente por lá! O comércio estava praticamente fechado a não ser os cafés, pastelarias, restaurantes e hotéis e, sobretudo, faltam os estudantes para encher como já acontece em Cabeceiras, mesmo não tendo universidade, por enquanto!
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Durante a semana é que está tudo aberto. São os colégios, a Universidade, e não podemos esquecer as famosas termas de Chaves, onde a água brota da terra a uma temperatura de 73º Celsius, e que constitui um dos meios mais importantes para o desenvolvimento da terra. A prová-lo é verem-se os grandes hotéis por toda a cidade de Chaves, alguns até têm cinco estrelas, destinados essencialmente a acolher aqueles que durante quase todo o ano vão ali fazer tratamentos vários nas suas caldas! Mas, hoje realmente a cidade está calma! Vi sim bastantes camionetas de excursão que pararam ali para passar a manhã a visitar os pontos turísticos tal como eu! Reparei que a maior parte eram reformados. Eu, ainda não estou nesse pilar, de maneira que me senti um pouco constrangida ao entrar no comboio turístico e percebi que sem dúvida era tudo aposentado. De todas as pessoas que iam no comboio turístico eu ainda era a mais nova! Mas sem dúvida via-se que eram todos alegres e, que tinham um espírito jovem! Enquanto durou o passeio de cerca de quarenta minutos, nunca pararam de rir. Eu, ainda estou no activo e, embora já não seja nenhuma menina ainda me custa aceitar a idade! Pelo menos quando estou mais triste. Confesso-vos isto com o coração nas mãos! Não levem a mal este meu desabafo! Mas estava ali para me divertir com o meu Manel e lá entrei no comboio toda sorridente para dar a volta à cidade e sem ter que me cansar muito! Mas mesmo assim ainda andei bastante a pé!
Com mais de mil anos a famosa Ponte Romana
Com mais de mil anos a famosa Ponte Romana
Gostei de admirar a paisagem, os edifícios públicos, os seus jardins e acima de tudo gostei do cabrito com batatas a murro! Gostei e admirei os Fortes de S. Francisco e S. Neutel, que serviram (pouco) de defesa à cidade e da nacionalidade contra as invasões francesas.
Eu e o meu marido gostamos de admirar a ponte que já tem mais de mil anos, a famosa Ponte Romana e as casas apalaçadas!
Não estou a fazer publicidade à cidade de Chaves, o Presidente da Câmara de lá não me contratou para eu a publicitar como costumo fazer com os clientes do Ecos de Basto mas, mesmo assim, digo-vos com toda a franqueza! Se puderem vão visitar essa bonita cidade! Vale a pena!
Um jardim a ladear a Torre de Menagem
Um jardim a ladear a Torre de Menagem
E já agora para quem não sabe esta terra foi elevada à categoria de cidade por Tito Flavius Vespasiano, de onde deriva não só o nome da cidade mas também dos seus habitantes.
E por último uma curiosidade que não podemos esquecer e que é conhecida da maior parte dos leitores: Chaves é atravessada pelo “nosso” rio Tâmega.

fernandacarneiro52@hotmail.com

Por: Fernanda Carneiro

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