Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

Solidariedade

Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa a palavra solidariedade significa a qualidade de ser solidário, a responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, profissional ou outro, o sentimento de partilha do sofrimento alheio, o sentimento que leva a prestar auxílio a alguém ou, ainda, a adesão ou apoio a uma causa, a um movimento ou a um princípio.
É precisamente sobre este último conceito ou significado que pretendo, hoje, escrever esta crónica. E muito especialmente sobre a “adesão ou apoio a uma causa”.
Como sabemos o desenvolvimento de uma sociedade é um processo dinâmico que não se esgota num qualquer feito e que, por isso, jamais estará concluído. Se hoje se resolveu uma situação, um problema ou um conflito, logo, amanhã ou depois, muitos outros problemas surgirão para resolver: É mesmo assim!
Cabe, naturalmente, a quem dirige os destinos da casa, da organização, da empresa, da associação, do clube, da autarquia, das regiões ou das nações, assumir as suas responsabilidades e levar por diante essa missão de encontrar para cada caso uma solução.
Mas, nem sempre essas soluções são fáceis de encontrar.
Tomemos como exemplo o desenvolvimento do nosso concelho.
Não será possível atingir muitos dos objectivos que constam de um programa sufragado recorrentemente pelos cabeceirenses se não se encontrarem parceiros solidários. Como foi possível em tão curto espaço de tempo conceber, lançar e concretizar tantos investimentos? Desde logo foi preciso arranjar terrenos para a construção de tantos e tantos equipamentos. E a maioria desses terrenos era propriedade privada. É certo que os autarcas têm instrumentos à sua disposição que permitem tomar posse de prédios rústicos ou urbanos, desde que o interesse público o justifique e a sua aquisição se torne difícil ou impossível pela via negocial. Falo da via da expropriação. E foram já muitos, tanto quanto sei, os casos de expropriação a que foi necessário recorrer.
Mas, o que hoje me leva a escrever estas linhas não são esses casos, mas sim os outros que permitiram concluir projectos de relevante interesse para o concelho de Cabeceiras de Basto e para as suas gentes. Com efeito, não falando de nenhum em particular, aproveito para enaltecer todos os nossos conterrâneos que, acreditando que o desenvolvimento é importante para todos nós, foram solidários, aderindo ou apoiando causas nobres. E de que forma? Vendendo ao Município terrenos, logo que lhes foi proposta a sua aquisição, sem qualquer especulação e, muitas vezes, abrindo mão de algo que afectivamente lhes dizia muito. Acreditaram que essa era a melhor maneira de contribuir para o progresso desta terra. Acreditaram que essa era a melhor forma de serem solidários com o desenvolvimento.
Obrigado a todos eles.
Pena é que nem sempre seja assim!

A.C.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.