Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2007

SECÇÃO: Região

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CORTEJO ETNOGRÁFICO PRIMOU PELA BELEZA E ORIGINALIDADE

Para além dos festejos e da feira, que ao longo de onze dias atraíram a Cabeceiras de Basto milhares de forasteiros, o S. Miguel encheu de animação e deu a esta vila um cenário cosmopolita e de rara beleza.
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Destacou-se a realização do cortejo etnográfico, sob a temática “Os usos e costumes de Basto” que percorreu os principais arruamentos da vila. Vinte e três carros alegóricos provenientes das dezassete freguesias do concelho apresentaram ao numeroso público aquilo que de mais genuíno se faz nestas terras. “Os moinhos”, construídos no reinado de D. Dinis e que incentivaram o desenvolvimento da indústria da moagem foram apresentados por Abadim, “A desfolhada minhota” por Alvite, “A latoaria” arte de transformar a chapa para diversos fins foi o tema da freguesia de Arco de Baúlhe, “A feira das cebolas” mote da feira franca realizada durante a idade média na freguesia de Basto foi o tema escolhido, “A lã” e as diferentes fases no processo de transformação foi apresentada por Bucos, “A defesa da floresta e a vida do pastor” foi o tema escolhido pela freguesia de Cabeceiras – S. Nicolau, “A exploração da pedra” foi apresentada por Cavez, “A tanoaria e as frutas/hortícolas” retratou o fabrico dos pipos e dos cântaros em madeira e a produção de fruta na localidade da Faia. De Gondiães, veio a arte de limpar o pão e os utensílios utilizados no seu manuseamento e de Outeiro veio a “Cestaria”. A freguesia de Painzela apresentou “As lavadeiras”. De Passos veio o padroeiro S. Sebastião, de Pedraça o ciclo do “Linho” desde a produção à fiação e à tecelagem, assim como à confecção de artigos decorativos e utilitários, num misto de tradição e modernidade. Refojos apresentou um verdadeiro quadro etnográfico, com dezenas de pessoas a dar corpo à “Lavoura”, onde os utensílios, as vestes, os artefactos, os carros de bois, recriaram um cenário de grande beleza, outrora muito usual neste localidade, mas que a mecanização começa a colocar de lado.
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Da freguesia de Riodouro veio o “Pastoreio e o Convívio” apresentando as ovelhas e os pastores ainda existentes nestas terras sertanejas. De Vila Nune veio “A vindima” e da serrana freguesia de Vilar de Cunhas uma “Cozinha Tradicional”, onde durante o percurso se confeccionaram alguns petiscos locais.
Usos e costumes de outrora, produtos e potencialidade locais foram desta forma exaltados num cortejo que, anualmente, tem como objectivo promover e divulgar a cultura popular e etnográfica desta terra de Basto.

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