Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2007

SECÇÃO: Formação em acção

FORMAÇÃO EM ACÇÃO
A Evolução da Moeda

Depois da fase recolectora, o homem começa a produzir os bens de que necessita para satisfazer as suas necessidades e a especializar-se na produção de certos bens. Não produzindo tudo o que necessitava, tinha de efectuar trocas para adquirir os bens que não produzia.
Inicialmente as trocas assumiram a forma de troca directa em que se trocava um bem por outro bem.
Na prática este tipo de troca levantava grandes inconvenientes:

Dupla coincidência de desejos
Em primeiro lugar, porque para se realizar a troca era necessário encontrar alguém que possuísse o que eu queria e que quisesse exactamente aquilo que eu tinha.

Atribuição de valor aos bens
Uma vez ultrapassado o obstáculo da coincidência de desejos, havia agora que acordar sobre quanto valia o bem ou serviço. As partes podiam discordar na atribuição do valor.

Divisibilidade ou fraccionamento dos bens
Há bens que não se podem dividir devido às suas características.

Transporte dos bens
Devido à sua dimensão e distâncias percorridas ,o transporte dos bens nem sempre era possível.
Á medida que a especialização aumenta, aumenta também o número de produtos destinados à troca. As trocas directas constituíam um entrave ao desenvolvimento da economia. Assim, começam a ser utilizados alguns bens como intermediários na troca, que sendo aceites por todos os membros de uma comunidade permitem dividir a operação de troca em três partes: trocar o bem que possuo por esse bem intermediário, posteriormente utiliza-lo para adquirir outros bens.

Trata-se agora de uma troca indirecta funcionando esse intermediário como moeda, a moeda-mercadoria, que constitui a forma mais rudimentar da moeda.
Apesar de constituir um grande avanço, o uso da moeda-mercadoria levantava ainda alguns problemas:
- Sendo um bem útil era utilizado para fins não monetários, podendo haver falta de moeda;
- Nem sempre pode ser fraccionado;
- Por vezes ser difícil o seu transporte;
- Difícil de guardar no tempo, pois podia deteriorar-se.
Estes inconvenientes apresentados pela moeda-mercadoria vêm a ser ultrapassados pela moeda metálica.
Com o desenvolvimento do comércio, já nos finais da Idade Média, as transacções entre as regiões alargaram-se, tornando-se incómodo e inseguro transportar grandes quantidades de moeda de local para local. Assim, era mais seguro deixar essa moeda à guarda de alguém especializado – os cambistas – recebendo em troca um certificado de deposito ou uma letra de câmbio, muito mais fácil de transportar. Este certificado representava o ouro que tinha depositado, podendo ser trocado, em qualquer momento, pelo metal precioso. Surgiu um novo instrumento monetário – a moeda-papel.
Perante situações de abuso ou de crise económica, os governos foram obrigados a intervir para restabelecer a confiança na moeda, decretando a sua inconvertibilidade em ouro e o seu curso forçado, isto é, a sua aceitação obrigatória, passando o Estado a deter o monopólio da sua emissão.
A moeda-papel transforma-se assim em papel-moeda.
Apesar de os bancos terem sido impedidos de emitir papel-moeda passando o Estado a deter o seu monopólio, estes continuaram a aceitar os depósitos dos seus clientes, não agora em ouro, mas em papel-moeda. Estava criado um novo instrumento monetário – a moeda escritural ou moeda bancária.
Formas actuais de moeda:
- A moeda divisionária ou de trocos, constituídas por pequenas peças metálicas, utilizadas, em geral, para pagamentos de baixo valor;
- Notas de banco emitidas pelo banco central designadas por papel-moeda;
-Moeda escritural, constituída pelos depósitos à ordem ou a curto prazo.

Curso: Práticas Administrativas – Mútua de Basto
Disciplina: Actividades Económicas

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