Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2007

SECÇÃO: Região

Órgãos das Igrejas dos Mosteiros de S. Miguel de Refojos e S. Gonçalo de Amarante entraram em fase de recuperação

O órgão da Igreja de S. Miguel de Refojos
O órgão da Igreja de S. Miguel de Refojos
O órgão de tubos do século XVIII do Mosteiro de S. Miguel de Refojos vai voltar a tocar. Este instrumento de valor inestimável entrou em fase de recuperação e prevê-se concluído dentro de 14 meses. O seu restauro representa um investimento de 547.525 Euros no património local.
Decorreu no dia 20 de Setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, a assinatura do auto de consignação para a prestação de serviços que viabiliza a recuperação dos Órgãos de Tubos das Igrejas dos Mosteiros de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto e S. Gonçalo, em Amarante.
Perante os presidentes das Câmara Municipais da Associação de Municípios do Baixo Tâmega, vereadores, demais autarcas, técnicos e o pároco da freguesia de Refojos, concretizou-se uma pretensão há muito ansiada pela população. O órgão do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, entrou em fase de recuperação para gáudio dos Cabeceirenses, já que este importante património concelhio vai entrar em obras de restauro, prevendo-se a sua conclusão dentro de 14 meses.
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Um acto singelo, mas de grande significado que registou o agrado das diversas partes envolvidas. Recorde-se que esta obra resulta de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional da Cultura, pela Associação de Municípios do Baixo Tâmega que mereceu aprovação por parte do Ministério da Cultura e que, em 25 de Fevereiro último, a Senhora Ministra da Cultura, Dra. Isabel Pires de Lima, anunciou, no decurso de uma visita a Cabeceiras de Basto.

Um investimento na recuperação do património concelhio

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Na ocasião o edil cabeceirense, Eng.º Joaquim Barreto, enalteceu a obra, que permitirá recuperar este importante património concelhio, que há muito era reivindicado e que irá certamente contribuir para uma maior e melhor oferta cultural em Cabeceiras de Basto. Prevista está a realização de vários concertos musicais, aliás, já previstos na referida candidatura. O Presidente da Câmara, referiu o esforço financeiro das Câmaras Municipais que suportarão 38% do custo do investimento, apesar deste património não ser municipal, o que demonstra bem a atenção que os autarcas dão à recuperação e valorização dos monumentos em geral, e em particular, neste caso, os Mosteiros de S. Miguel de Refojos e de S. Gonçalo. Para além desta obra de recuperação do órgão, o Presidente da Câmara enumerou um conjunto de intervenções efectuados nos últimos anos no Mosteiro de S. Miguel de Refojos destacando intervenções no zimbório, sacristia, coro alto, entre outras. Disse também que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto está a trabalhar com a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais para a criação, num futuro próximo, do Museu de Arte Sacra, a localizar no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, através da restauração, inventariação e apresentação ao público de inúmeras peças de arte sacra.
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Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Dr. Armindo Abreu, presente na cerimónia, lamentou que o processo para a concretização deste investimento tenha sido tão difícil. Desafiou na ocasião, o poder legislativo a pensar na aplicabilidade e funcionalidade da legislação que vai produzindo. Neste caso particular, apesar do património não ser municipal e tendo as autarquias vontade de o recuperar passaram por muitas dificuldades para o fazer. Referiu ainda que no futuro quando recuperados, os órgãos de S. Miguel de Refojos e S. Gonçalo de Amarante, possam proporcionar um programa cultural conjunto que satisfaça todos aqueles que gostam de música sacra e clássica e acessível aos habitantes.
A obra, que foi consignada à empresa Oficina e Escola de Organaria, Lda. e tem um custo de 547.525 Euros, terá início em Cabeceiras de Basto, prevendo-se que no Natal de 2008, o órgão de tubos datado do século XVIII e construído pelo espanhol Dom Francisco António Solha, volte a tocar no Mosteiro de S. Miguel de Refojos.

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