Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

Isto era uma aldeia!

Não seria com certeza a primeira vez que reparava na beleza do Parque do Mosteiro. Contudo, não quis deixar de realçar a obra que estava à sua frente. Conversava com alguns amigos sobre as grandes transformações que têm modificado a vila de Cabeceiras de Basto, e dizia: «Isto era uma aldeia! Noutros tempos não muito longínquos as prioridades eram outras e a nossa terra não se desenvolvia. Com este homem, isto anda para a frente e em poucos anos é o que se vê!»
Quando caminhava por um dos patamares do Parque do Mosteiro onde se encontravam milhares de pessoas, ouvi isto da boca de um cabeceirense anónimo que, enquanto aguardava o espectáculo das Chegas de bois, no passado dia 28 de Setembro, integradas no programa das Festas do Concelho, trocava impressões com dois amigos de ocasião.
Com efeito, este é o sentimento de muitos cabeceirenses. Cabeceiras de Basto já não é o que era. Há alguns anos atrás a mudança, escolhida livremente pela maioria, imprimiu um novo rumo e o concelho sofreu uma transformação bem visível que atravessa todos os sectores da vida cabeceirense. As acessibilidades, o urbanismo, o abastecimento público de água, o saneamento, os equipamentos públicos, as infra-estruturas desportivas, turísticas e de lazer, a recuperação do património, a acção social, a educação, a saúde, entre outros, mereceram a atenção dos autarcas e proporcionam, hoje em dia, uma qualidade de vida muito diferente daquela que se sentia na primeira metade da década de noventa.
Muito foi feito em pouco mais de uma dúzia de anos. Há, contudo, muito mais para fazer. Aliás, o desenvolvimento é um processo evolutivo e contínuo que vai avançando de acordo com a necessidade de satisfazer as pessoas. Jamais estará concluído.
Mas, é necessário que o bom senso impere nas nossas mentalidades e o nível de exigência seja consentâneo com a nossa realidade. Ou seja: que tenhamos sempre presente a escassez de recursos ou, ainda, o limite do razoável. É certo que a nossa sociedade é hoje uma sociedade de consumo, mas tal como acontece nas nossas famílias, os orçamentos públicos não chegam para tudo e, por isso, também os dinheiros públicos têm que ser geridos com rigor e disciplina.
Quando está em causa a reivindicação, sejamos razoáveis e tentemos perceber se aquilo que pretendemos será a prioridade mais imediata para a satisfação do interesse público, ou se, pelo contrário, não será uma exigência estapafúrdia.
Muitas vezes aquilo que nos parece lixo é perfeitamente recuperável e reciclável capaz de satisfazer as necessidades.
Haja bom senso!

A. C.

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