Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-09-2007

SECÇÃO: Associações Vivas

Fundação António Joaquim Gomes da Cunha
Uma Instituição voltada para os mais necessitados

A Fundação António Joaquim Gomes da Cunha, sediada no Lugar de Gondarém, freguesia de Cabeceiras de Basto (S. Nicolau), é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como principal público-alvo as pessoas com necessidades especiais, as crianças e os jovens com deficiência.

30 utentes beneficiam de terapia ocupacional no centro de actividades
30 utentes beneficiam de terapia ocupacional no centro de actividades

Esta Instituição tem origem no benemérito António Joaquim Gomes da Cunha que doou à sua terra Natal – era natural de Gondarém – parte da sua fortuna para que, entre outros benefícios, fosse aplicada nos mais necessitados. Mandou também fazer escolas, farmácia, posto médico, hospital e escola agrícola.

Ao longo dos tempos a Fundação, antes chamada Instituto Gomes da Cunha, teve altos e baixos. Há relatos de que já no princípio do séc. XX os investimentos que realizou estavam a ser desviados para outras localidades, em desrespeito da vontade de António Joaquim Gomes da Cunha.

Em 1959, por decreto governamental, foi criada a Fundação com o nome do benemérito, herdando todos os bens e fundos existentes em bancos. Mas, só a partir de 1982, ano em que passa a Instituição Particular de Solidariedade Social, é que a Fundação ganha outra dinâmica. É certo que tinha já perdido a farmácia, o posto médico e a escola agrícola, mas mantinha as escolas masculina e feminina, embora cedidas ao Estado.
Internet - a informação acessível a todos
Internet - a informação acessível a todos

Desta forma, não estava a ser cumprida a vontade do seu fundador, uma vez que o trabalho social não estava a ser feito. Para que tal fosse possível, havia necessidade de recuperar os edifícios. Em 1988 isso foi possível, sendo gasto o último dinheiro do fundador na compra da casa do caseiro, ao mesmo tempo que através do Programa de Investimentos do Estado, foi possível recuperar os edifícios.

Apoio aos deficientes

O projecto mais importante da Fundação é hoje o CAO - Centro de Actividades Ocupacionais, desenvolvido através dum protocolo celebrado com o Estado – Centro Distrital de Segurança Social, para o apoio a pessoas com deficiências mentais profundas e motoras, com mais de 16 anos de idade. Esta valência que arrancou em 1998, tem a função da terapia ocupacional, pelo que as actividades são desenvolvidas com cada um dos trinta utentes, em função das suas capacidades e características.

Novos rumos - um espaço de integração de crianças
Novos rumos - um espaço de integração de crianças
Atendimento Social

Desde finais de 2006, a Fundação realiza também o serviço de atendimento e acompanhamento social para as freguesias de Cabeceiras de Basto (S. Nicolau), Bucos e Painzela em consequência de um acordo celebrado com a Segurança Social, servindo também desta forma a população mais carenciada daquelas três freguesias.

Apoio a crianças em risco

Outros dos projectos desenvolvidos foi o projecto “Sempre em Acção”, agora “Novos Rumos”, que pretende dar resposta aos problemas de crianças em risco dos dois aos seis anos de idade.

Instituição dinâmica

Como se pode constatar, a Fundação é hoje uma Instituição cada vez mais dinâmica, aberta à comunidade e com mais capacidade para responder às necessidades da sociedade. Para além do que atrás já se disse sobre a sua actividade na vertente social, também ali funciona um Espaço Internet, aberto e gratuito para os utentes, funcionários e população em geral. A Oficina de Carpintaria é outro dos espaços que permite a ocupação diferente e salutar de alguns utentes. Refira-se que é aqui que se constrói uma bela réplica em madeira do nosso guerreiro Basto. A sala de Internet e a carpintaria têm também sido utilizadas para desenvolver diversos cursos no âmbito da formação profissional, o que tem permitido um melhor aproveitamento das instalações, mas também levar até à Fundação muitas pessoas, que assim passam a conhecer melhor a Instituição, mas, mais importante que isso, é o facto dos utentes poderem conviver com outras pessoas fora do seu ambiente habitual, o que é sempre muito positivo para aqueles.

Alguns dos projectos desenvolvidos, resultam de candidaturas apresentadas aos organismos estatais e europeus o que, se por um lado beneficia um determinado grupo de cidadãos, durante o período de execução dos projectos, por outro não permite garantir postos de trabalho com alguma estabilidade e respostas com continuidade, sendo o futuro uma incógnita.

Esta é uma das maiores preocupações dos dirigentes da Fundação, que acabaram de ser empossados no passado dia 1 de Setembro, após a demissão da anterior direcção, em Julho último. O Dr. Jorge Machado, sociólogo, continua à frente dos destinos da Fundação, acompanhado pela Profª. Leonilde Vaz Machado e pelo senhor Francisco da Silva Correia.

Aproveitamos esta oportunidade para saber, junto do Presidente da Fundação, quais os projectos para o futuro.

Jorge Machado disse ao nosso jornal que a Fundação A. J. Gomes da Cunha pretende no futuro imediato, aumentar o âmbito da sua actuação, dentro das suas possibilidades, sendo que o projecto mais importante é, sem dúvida, a construção do Lar Residencial com 16 camas, onde possam ficar alguns dos utentes portadores de deficiência que a Instituição já serve hoje, projecto que decorre de uma candidatura apresentada ao Programa PARES – Programa de Alargamento da rede de Equipamentos Sociais.
Igualmente importante, segundo aquele responsável, é a criação de uma resposta sólida no âmbito da intervenção precoce, para crianças dos 0 aos 6 anos que, sendo necessária para o concelho, já foi solicitada pela Fundação.
Aguarda-se com esperança!


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