Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-07-2007

SECÇÃO: Região

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Crónicas de guerra à frente e atrás das câmaras

Em cenário de guerra, para além das fracções opostas e dos mercenários que, a haver dinheiro, aparecem sempre, há um “exército” bem mais discreto, sem armas mortíferas, mas bem equipado, e que por vezes morre em defesa de uma causa mais digna do que muitas das que se confrontam: são eles os jornalistas. Homens e mulheres que, em nome da informação, geram a memória dos momentos dramáticos, subindo aos palcos de guerra e dos conflitos apenas para nossa informação. Os verdadeiros repórteres são os que se interessam pelas pessoas – e por elas assumem riscos…
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Luís Castro é um bom exemplo e, no seu mais recente livro “Repórter de Guerra”, há bem pouco tempo lançado em Cabeceiras de Basto com a presença do próprio autor, dá-nos conta disso mesmo. Este repórter de guerra cobriu vários países em conflito, desde o Zaire em 1997, Guiné em 1998, Angola, Timor durante o referendo, onde acompanhou as tropas portuguesas durante o confronto contra as milícias, Iraque, Afeganistão e Venezuela. No seu trabalho já passou pela experiência de prisão, de acusação de espião no Zaire e no Iraque, de detenção de equipamento e de jeeps, de estar proibido de entrar num país como a Indonésia. Esta obra transmite memórias e relatos cheios de suor, lágrimas, sangue e pólvora, dignos de uma leitura atenta. Como o próprio autor diz “Não escolhi palavras bonitas para embelezar o texto. É meramente factual. O que aqui está, aconteceu. Mesmo. Sou contra as fantasias.”.

Autor: Luís Castro
Título: Repórter de Guerra
Editora: Oficina do Livro
Ano: 2007

Por: Joana Barbosa

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