Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-06-2007

SECÇÃO: Saber ao volante

Factores que influenciam as aptidões psicofísicas do condutor

Nem sempre estamos com a mesma disposição para o desempenho das mais variadas funções e actividades. Contudo, temos que ser suficientemente inteligentes para perceber aquelas que poderemos levar a efeito ou não, nesta ou naquela condição psicofísica. Se há tarefas que poderemos desempenhar quando o nosso estado físico e emocional não está no seu melhor, outras há que não podem nem devem ser exercidas nessas condições. Falamos em concreto do exercício da condução de veículos na via pública.

Então, quais os factores psicofísicos que influenciarão negativamente a condução de veículos?

O Stress (tensão, excitação, pressão)

Pode ser causado por questões profissionais, sociais, familiares, ou pode ter origem nas próprias condições do trânsito (congestionamentos, pouca fluidez, falta de movimento do condutor, monotonia, condições atmosféricas adversas).
Este estado pode provocar dores de cabeça, dores musculares ou alterações do estado emocional como irritação, raiva, medo, tristeza, provocando desconcentração e deficiência na tomada das decisões.

A Fadiga

A condução por várias horas seguidas, a insuficiência de horas de sono, as doenças, as condições ambientais adversas, a condução em trajectos monótonos ou desconhecidos, o trânsito intenso, o habitáculo do veículo mal ventilado ou a posição incorrecta do condutor, fomentam a fadiga que se manifesta através das pálpebras pesadas, picadas nos olhos, bocejos, cãibras e dores musculares principalmente no pescoço e nos ombros, desconforto.
Tudo isto provocará enervamento, diminuição da capacidade de concentração e percepção e reacções tardias. Desta forma, o condutor percebe mal todos os índices, não aprecia correctamente as distâncias e as velocidades, prevê mal, reage tarde, corre o risco de adormecer, os seus gestos serão lentos e imprecisos, etc.

A Sonolência

É talvez a mais adversa das condições psicofísicas para a segurança rodoviária. Caracteriza-se pela falta de sensações e de movimentos voluntários que provocam desordem no organismo do condutor.
Diminui a capacidade de reacção, aumenta o tempo de reacção, perturba a capacidade motora, diminui a capacidade de concentração, aumenta a distracção e perturba a percepção. Desta forma dificulta a identificação dos objectos, das velocidades, das distâncias, etc.

Os Medicamentos e Drogas

Apesar dos medicamentos serem utilizados no tratamento e prevenção de doenças, estes podem ter efeitos secundários que diminuem as capacidades do condutor.
Há medicamentos que originam sonolência, tonturas, perda de consciência, provocando perturbações na atenção e vigilância, na percepção visual e auditiva, aumentando o tempo de reacção.
A utilização de drogas (cocaína, haxixe, etc.) é incompatível com a condução. De um modo geral provocam perda de atenção, perda de equilíbrio, vertigens, alucinações, ansiedade, irritabilidade, agressividade, euforia e descoordenação motora.

O Álcool

O condutor tem que escolher: ou conduz ou bebe. A condução e álcool são incompatíveis.

A presença de álcool no sangue provoca a diminuição da concentração, a diminuição da acuidade visual (perda de nitidez dos contornos dos objectos), a diminuição do campo visual (o estreitamento do campo visual, “visão em túnel), o falseamento das distâncias e das velocidades, o aumento do tempo de reacção, a diminuição dos reflexos, a criação de falso estado de euforia.

Lembre-se. Quando conduzir adapte a condução ao seu estado físico e psíquico, sendo certo que há circunstâncias em que se deve abster de guiar. Seja um condutor responsável.

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