Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2007

SECÇÃO: Direito de Resposta

Por que será?

Por que será que o autor (A. C.) do texto com este título, da edição de 30 de Abril, deturpou a realidade?
Se por desconhecimento, não abordava o tema, sob pena de ser irresponsável; se intencionalmente, por que o fez?
De facto, o PSD nunca se pronunciou, não obstante o poder fazer, sobre a situação da Mútua de Basto, já que é uma instituição privada e cabe aos seus sócios ajuizar da sua actividade e postura.
O mesmo não acontece quanto à actividade política do seu presidente da direcção, que exerce as suas funções de presidente da autarquia.
As relações de interdependência, entre a autarquia e aquela instituição, são por demais evidentes, pelo que nem o mais distraído dos cabeceirenses disso está alheado.
Querer deitar para cima do PSD responsabilidades que não tem, mais do que tudo, parece ser um acto de desculpabilização e vitimização.
Não foi o PSD que encontrou alguém para incriminar quem quer que fosse. Quem fez a investigação no processo, foi a Polícia Judiciária. Quem acusou e pronunciou foram os magistrados. Quem prestou declarações comprometedoras, foi quem negociou os terrenos, e não é do PSD ou o fez a seu mando.
Costuma-se dizer que “zangam-se as comadres, sabem-se as verdades”.
Se agora negou o que disse anteriormente é um problema seu e de quem se considere ofendido.
Não é certamente uma questão que passe pelo PSD.
É justo reconhecer que o PSD, desde a primeira hora, na reunião do executivo de 22-02-95, manifestou dúvidas de ordem legal quanto a esta questão e já nessa altura se absteve na votação.
Ao PSD enquanto partido da oposição cabe o dever de fiscalização política da acção da autarquia, o que fez nos órgãos próprios e junto dos poderes públicos adequados.
Se as suas tomadas de posição merecem acolhimento, é sinal claro que o PSD não age por mera política de “bota-abaixo” ou de acção persecutória contra quem quer que seja.
Defender os interesses do concelho e dos cabeceirenses não é um privilégio ou um direito só de alguns. É um dever de todos, mesmo que isso implique pôr em causa pretensos intocáveis.
As instituições públicas e os seus dirigentes têm de estar acima de qualquer suspeita.
Como diz a sabedoria popular “à mulher de César não basta ser séria, é preciso também parecê-lo”.

Francisco Magalhães
Presidente da CPS do PSD de Cabeceiras de Basto

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