Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

É a minha opinião

“Por que será?” foi título de uma das minhas últimas crónicas. O PSD local entendeu que o referido texto deturpou a realidade e, por isso, solicitou, ao abrigo do direito de resposta, a publicação de uma nota na qual explicará as suas razões e que a Direcção deste jornal mandou publicar neste número, de acordo com o que estabelece a lei.
Da minha parte gostaria apenas de esclarecer que esta coluna é um espaço de opinião e que o mesmo deve ser entendido enquanto tal, num país livre que somos. A liberdade de expressão é uma das conquistas de Abril e, desde que não seja ofensiva e não ponha em causa a reputação e o bom-nome de quem quer que seja, é bem-vinda venha ela de que quadrante vier.
Se alguma das afirmações que aqui fiz não corresponde exactamente à verdade, espero que com a publicação do texto do PSD fiquem esclarecidas as dúvidas.
O que escrevi, e que é a minha opinião como disse, resulta da percepção que tenho dos acontecimentos e das tomadas de posição dos envolvidos a que tive acesso. Resulta do que vejo e ouço e da interpretação que faço da luta político-partidária instalada em Cabeceiras de Basto.
A verdade é que, em Novembro de 2001, o PSD de Cabeceiras de Basto fez uma denúncia ao Tribunal, na qual constavam diversas referências a alegadas promiscuidades existentes entre Joaquim Barreto e algumas Instituições de que era dirigente ou fazia parte, nomeadamente a Mútua de Basto. O PSD pretendia com esta denúncia provocar a declaração da sua inelegibilidade para as eleições autárquicas que iam decorrer no final desse ano, bem como a instauração de procedimento criminal.
A verdade é que dessa denúncia resultou uma acusação do Ministério Público de crime participação económica em negócio, por parte do Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, relacionada com a doação de um terreno à Mútua de Basto efectuada, por um particular em 1994.
A verdade é que o julgamento decorre nesta altura.
A verdade é que das testemunhas de acusação fazem parte responsáveis políticos do PSD.
A verdade é que esses responsáveis já foram afirmar ao Tribunal que «dos factos têm um conhecimento superficial, não têm conhecimento directo dos mesmos e que da doação não têm conhecimento do que se passou».
A verdade é que um desses responsáveis afirmou no Tribunal, ter sido o autor, em 2001, de «uma pesquisa e análise à actividade da Câmara», da qual deu conhecimento às estruturas nacionais do partido, e que deu origem à referida denúncia.
Estes são factos. E com base nos factos todos temos uma opinião.
E é por isso que eu digo: quando alguém tem dúvidas sobre a direcção e a actividade da Mútua ou das relações desta com quem quer que seja, e faz uma queixa, está naturalmente a pôr em causa a Associação, os seus associados, os seus dirigentes.
Esta é a minha opinião.

A. C

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