Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-05-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

É justo

Celebrar a Europa é sinal de reconhecimento pelo que ela representa para todos nós. A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto comemorou este ano o Dia da Europa que se celebra a 9 de Maio de cada ano, com um vasto programa que se prolongou ao longo de uma semana.
Iniciativas de divulgação e distribuição de informação sobre a Europa pelas escolas do concelho, representação de peça de teatro alusiva à União Europeia para alunos do ensino básico, realização de um jogo de conhecimento geral para alunos do ensino secundário, abertura de um ponto de informação e atribuição do nome Europa a uma das principais rotundas da vila de Cabeceiras de Basto, foram acções concretas levadas a cabo pela autarquia durante essa semana.
Passaram apenas vinte e um anos desde que Portugal aderiu à, então chamada, Comunidade Económica Europeia. É unanimemente reconhecido que estas duas décadas possibilitaram um desenvolvimento do país sem paralelo. Quem se lembra das estradas que tínhamos? Quem se lembra dos equipamentos que não possuíamos? Quem se lembra das infra-estruturas básicas que não havia? Quem se lembra do nível de vida da maioria da população portuguesa há vinte anos atrás?
Hoje, apesar de muito haver para fazer, é notório esse desenvolvimento a todos os níveis.
Contudo, sente-se algum descrédito em relação à Europa e ouvem-se muitas pessoas falar contra ela, ou, então, dizer que a Europa nada lhes diz. É espantoso, porque muitas dessas pessoas são aquelas que têm vivido sempre à sombra de programas ou apoios comunitários. Veremos, quando esses “subsidiozitos” acabarem como vão suplicar pela Europa que hoje tanto desprezam.
Não leiam nestas entrelinhas que o seu autor concorde em absoluto com toda a política da União Europeia. Nem de perto, nem de longe. Tenho até muitas dúvidas quanto a um conjunto de medidas que vão acabando com tradições e costumes que fazem parte da nossa cultura, da nossa história, da nossa vida. No entanto, considero que o nosso país muito beneficiou com esta adesão. O saldo é francamente positivo para o lado de Portugal e, por isso, é justo reconhecer e celebrar a Europa.

A.C.

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