Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-04-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

Por que será?

Pôr em causa o trabalho desenvolvido pela Mútua de Basto só mesmo obra do PSD de Cabeceiras de Basto. Quem mais ousaria fazer esse ridículo papel? Sim, digo ridículo, porque a obra está à vista de todos e só mesmo a idiotice de uns tantos é que poderia lembrar-se de atacar a Mútua de Basto. Esta instituição que muito orgulha a maioria dos cabeceirenses, tem 12 mil sócios, é instituição de utilidade pública, serve os quatro concelhos de Basto e mais algumas zonas periféricas de outros concelhos vizinhos. Desde a sua fundação os agricultores são os principais beneficiários da sua actividade, mas também a população em geral pode usufruir dos serviços prestados por ela.
O PSD de Cabeceiras de Basto escolheu a Mútua de Basto, liderada desde sempre por Joaquim Barreto, naturalmente por vontade expressa dos seus associados, para tentar impedir a reeleição daquele autarca nas eleições autárquicas de 2001. Para tal, acusou no Ministério Público as alegadas ligações de promiscuidade e cumplicidades entre as Instituições lideradas por Barreto, na esperança que a Justiça determinasse a inelegibilidade do autarca.
O Ministério Público concluiu que a circunstância do arguido pertencer a diversas associações e ocupar nas mesmas cargos de liderança, ao mesmo tempo que é Presidente da Câmara, não traduz a prática de qualquer ilícito penal ou comportamento penalmente suspeito, referindo mesmo que a actividade de Barreto é bastante profícua ficando esta a dever-se ao seu dinamismo.
Contudo, o PSD encontrou alguém que, em sede de inquérito, pelas declarações que prestou, levou o MP a acusar Barreto de participação económica em negócio. Esta acusação tem a ver com um terreno doado à Mútua de Basto, no ano de 1994, e que o PSD quererá fazer crer que foi uma imposição de Barreto ao casal doador, em troca de contrapartidas. Nesta altura decorre o julgamento no Tribunal de Cabeceiras de Basto. Na segunda sessão deste, que teve lugar no dia 24 de Abril, a testemunha de acusação que, no passado, terá incriminado Joaquim Barreto, veio agora negar o que terá dito anteriormente. Também o casal que ofereceu um terreno à Mútua, outro à Câmara Municipal, outros ainda à Junta de Freguesia de Basto, veio dizer ao Tribunal que sempre agiu de livre vontade e por sua iniciativa e que tal doação nunca lhes foi imposta por Barreto.
Ora, perante a alteração de depoimento daquela testemunha, o Ministério Público não perdeu tempo e acusou-o de prestar falsas declarações.
Barreto foi assim envolvido em processo criminal por uma iniciativa do PSD local que tudo tem tentado para denegrir a imagem das Instituições Cabeceirenses com um único objectivo. Derrubar Joaquim Barreto.
Não haverá outros instrumentos de luta político-partidária?
Em Cabeceiras de Basto, a distância que os separa (PS do PSD) é tão grande que alguma razão tem que haver!
A. C.

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